Economia

Mais de R$ 7 milhões em dinheiro esquecido do fundo PIS/Pasep estão liberados; veja quem recebe

O pagamento do ressarcimento das cotas do extinto fundo do PIS/Pasep tem novo lote liberado nesta segunda-feira (27) para 2.744 beneficiários. Segundo a Caixa, o total é de R$ 7,5 milhões.

O valor para depósito varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou e do salário que recebia. O Ministério da Fazenda calcula um valor médio de R$ 2,8 mil.

Tem direito aos valores quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e ainda não realizou o saque. Mas é preciso fazer a solicitação na Caixa, por meio de aplicativo ou nas agências.

Em caso de falecimento do titular das cotas, os herdeiros podem fazer a solicitação, mas precisam ter o número de inscrição PIS/Pasep do cotista para a consulta.

Segundo o Ministério da Fazenda, ao todo são R$ 26,7 bilhões esquecidos do antigo fundo, e 10,4 milhões de beneficiários têm direito a retirar o dinheiro.

O que são cotas do PIS/Pasep?

As cotas do fundo do PIS/Pasep encerraram em 2020 e os valores, transferidos ao Tesouro Nacional, em 2023. Esses valores não têm nada a ver com o abono salarial PIS/Pasep.

Como saber se tem direito

Beneficiários podem fazer a consulta sobre valores a receber e a solicitação de ressarcimento pelo aplicativo FGTS ou nas agências da Caixa.

Além disso, o Ministério da Fazenda tem a plataforma do REPIS Cidadão. Para a consulta, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/ e verificar se existe ou não valores para sacar. E como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros.

Trabalhador ou seu beneficiário legal, em caso de falecimento podem acessar as informações.

Passo a passo para a consulta

  • Acesse o site site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/
  • Em seguida, aperte o botão entrar com gov.br. O sistema exige conta dos níveis prata ou ouro
  • Depois, digite o CPF e a senha do gov.br.
  • Um código de acesso será emitido
  • Digitar em seguida o NIS (Número de Identificação Social). Esse número está na carteira de trabalho e pode ser encontrado também no extrato do FGTS, no Cartão Cidadão, no portal Caixa Trabalhador e no CadÚnico
  • Então, clicar em pesquisar. Se a pessoa tiver direito ao dinheiro, o aplicativo orienta as próximas etapas

No aplicativo FGTS

  • Acesse o aplicativo FGTS
  • Após efetuar o login no aplicativo, o trabalhador deverá fazer a solicitação acessando a opção “Mais”
  • Em seguida, “Ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos diretamente no app, sem necessidade de ir a uma agência
  • Também é possível acompanhar o andamento da solicitação pelo aplicativo
  • Para solicitar o ressarcimento, é necessário apresentar um documento oficial de identificação
  • No caso de beneficiários de titulares falecidos, deverão ser apresentados documentos adicionais, como certidão de dependentes habilitados à pensão por morte ou autorização judicial

Quais são os documentos necessários?

  • Titular da cota: documento oficial de identificação
  • Beneficiário legal do titular:
  • Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte
  • Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício
  • Ou autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos

Pagamento

Após a solicitação do ressarcimento, a Caixa realizará a análise e enviará ao Ministério da Fazenda as solicitações deferidas.

Os valores aprovados serão corrigidos com base no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), prévia da inflação oficial do país.

O pagamento será realizado diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital.

Histórico

As cotas do PIS/PASEP correspondem aos valores depositados em nome de trabalhadores do setor público e privado entre 1971 e 04/10/1988, período em que o PIS (Programa de Integração Social) e o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) destinavam recursos para contas individuais vinculadas aos empregados.

Esses depósitos deixaram de ser realizados em 05/10/1988 com a unificação no fundo PIS/Pasep. Posteriormente, com a extinção desse fundo em 2020, os saldos remanescentes foram transferidos para o FGTS e, em 2023, ao Tesouro Nacional.

Fonte: Portal R7

Josiele Oliveira

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