Foto: Reprodução/Freepik
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre 14 e 24 de fevereiro para o Dia das Mulheres, com recorte especial para o Dia das Mães. O estudo feito com 999 mães de todas as regiões do país, traz um importante ponto a ser discutido: a responsabilidade orçamentária sobre as mulheres.
De acordo com o diagnóstico, independentemente da configuração, a maior parte das mães se sentem as protagonistas da própria vida financeira. O índice chega a 96% entre viúvas, 86% entre mães solteiras, 83% entre divorciadas e 80% entre casadas ou em união estável.
“Em qualquer tipo de situação conjugal, as mães têm acumulado o peso das decisões financeiras e emocionais da família. Muitas vezes, sem preparo e com pouca rede de apoio”, afirma Patrícia Camillo, especialista em educação financeira da Serasa.
Em contrapartida, mesmo com essa obrigação, apenas 3 em cada 10 mulheres com filhos se sentem preparadas para lidar com o dinheiro. Apesar dessa falta de conhecimento, 8 em cada 10 buscam aprender cada vez mais sobre gestão financeira. Como resultado, é possível perceber que os números são muito próximos entre os diferentes arranjos:
Aos serem questionadas sobre a valorização de todo os esforços que possuem para cuidarem da família, as mães casadas ou em união estável são as que mais se sentem reconhecidas dentro de casa (74%). Em seguida, aparecem as viúvas (71%), divorciadas (70%) e, por último, as mães solteiras (65%).
Além disso, equilibrar a rotina profissional com os cuidados da casa e dos filhos continua sendo um grande desafio para todas: 95% das divorciadas relatam dificuldades, assim como 92% das mães solteiras, 90% das casadas e 89% das viúvas.
“Esse acúmulo de funções impacta diretamente na saúde mental e na qualidade das decisões financeiras. A falta de tempo, o cansaço e a sobrecarga emocional dificultam o planejamento e favorecem o endividamento”, complementa Patrícia.
Diante desse cenário de múltiplas responsabilidades, as mulheres com filhos buscam alternativas para organizar as contas e adaptar o orçamento. Segundo a pesquisa, 81% das mães solteiras já precisaram recorrer a algum tipo de trabalho informal para complementar a renda. Entre as divorciadas, o índice é de 73%; entre casadas, 67%; e entre viúvas, 62%.
Os tipos de trabalho variam de acordo com a estrutura familiar. As mães solteiras tendem a atuar no setor de limpezas (38%), enquanto as divorciadas e viúvas costumam oferecer cuidados a idosos (29% e 25%, respectivamente). Já entre as casadas, destaca-se a atuação como revendedoras de produtos (39%).
Da mesma forma, a pesquisa também revela que as mães buscaram crédito no último ano. Lidar com despesas inesperadas, quitar dívidas de cartão de crédito e limpar o nome se destacam como os principais motivos mencionados.
“Esse movimento demonstra não apenas a pressão do dia a dia, mas também o esforço contínuo em manter as contas em ordem”, afirma Patrícia. “De modo geral, as mães brasileiras se desdobram para garantir o bem-estar dos filhos e manter a casa funcionando, muitas vezes, até renunciando a si mesmas. Falar sobre isso é essencial para reconhecer esse esforço e, principalmente, para promover o acesso à educação financeira, que pode trazer mais autonomia, segurança e tranquilidade para essas mulheres.”
Fonte: Da Redação
Criado em 2025 no município, a iniciativa busca garantir um ambiente seguro e temporário a…
Caso ocorreu em junho de 2025. Em pouco mais de um ano, suspeito retirou cerca…
Entidade chama a atenção para a recorrência de abordagens criminosas nesta época
Sunayra Cabral, Danúbia Guedelha e Leonardo Paixão serão acompanharão os participantes durante dois meses
Candidatos devem se manifestar pelo aplicativo SouGov.br
Acidente aconteceu no domingo, 3. Condutor dirigia em velocidade acima do permitido, quando perdeu o…