Foto: divulgação
Mudanças na forma de pagar impostos quase sempre geram dúvidas entre quem empreende. Com o avanço da reforma tributária, microempreendedores individuais ainda buscam entender como as novas regras impactam a rotina, principalmente no controle do faturamento e no cumprimento das obrigações fiscais. Nesse contexto, o Sebrae Roraima reforça a orientação ao MEI para apoiar a adaptação ao período de transição.
A reforma promove alterações na tributação sobre o consumo e amplia o uso de tecnologia no cruzamento de dados fiscais. Para o microempreendedor individual, o enquadramento no Simples Nacional permanece, mas as mudanças operacionais exigem mais organização, acompanhamento mensal das receitas e atenção redobrada às regras.
Ao explicar os principais impactos para o MEI, a analista técnica do Sebrae Roraima, Leiliane Melo, esclarece que uma das mudanças mais relevantes está na emissão da nota fiscal eletrônica (NF-e). Segundo ela, a obrigatoriedade deixa de se restringir às vendas para pessoas jurídicas.
“A emissão de nota fiscal passa a ser obrigatória também nas vendas para pessoas físicas, o que amplia o registro das operações e facilita o acompanhamento das receitas”, explicou.
Leiliane observa que, na prática, o microempreendedor precisará formalizar todas as vendas, inclusive aquelas feitas diretamente ao consumidor final. “Esse controle é essencial para evitar problemas futuros, principalmente com o aumento do cruzamento de informações”, afirmou.
Outro ponto que exige atenção, segundo a analista, é a forma de cálculo do faturamento anual. Leiliane explica que valores recebidos no CPF e no CNPJ poderão ser somados quando estiverem ligados à mesma atividade econômica.
“Se o microempreendedor recebe parte dos pagamentos no CPF e parte no CNPJ, essas receitas poderão ser consideradas para o cálculo do faturamento”, alertou.
Com isso, o risco de ultrapassar o limite permitido sem perceber aumenta, especialmente para quem não acompanha o faturamento mês a mês.
Em relação ao teto anual, o limite do MEI permanece em R$ 81 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 6.750 por mês. Há uma proposta em análise para ampliar esse valor para até R$ 144 mil, mas a mudança ainda não foi aprovada.
“Enquanto isso não acontece, o planejamento precisa considerar o limite atual para evitar desenquadramento”, orientou Leiliane.
Na avaliação do diretor-superintendente do Sebrae Roraima, Emerson Baú, a reforma tributária traz um recado claro para o microempreendedor individual: a informalidade tende a diminuir.
Baú explica que a ampliação do uso de tecnologia e do cruzamento de dados fará com que a Receita Federal tenha uma visão mais precisa da movimentação financeira dos negócios. “O sistema passa a enxergar melhor onde está a receita, tanto no CPF quanto no CNPJ”, disse.
Segundo ele, isso muda a relação do MEI com o próprio negócio. “Quem não acompanha o faturamento mês a mês corre o risco de ultrapassar o limite sem perceber e ser surpreendido depois”, avaliou.
Baú destaca que a reforma não altera o enquadramento do MEI no Simples Nacional, mas muda o ambiente de controle. “O modelo continua existindo, mas exige mais organização financeira, emissão correta de notas e atenção aos prazos”, explicou.
Para o diretor-superintendente, a principal mudança está no comportamento exigido do microempreendedor. “Não dá mais para misturar conta pessoal com conta do negócio ou receber parte fora. O sistema vai identificar essas inconsistências com mais facilidade”, alertou.
A orientação técnica tem ajudado pequenos negócios a enxergar a reforma tributária com menos receio. É o caso do empreendedor Kelvis Carlos, da TotalKar, que integra o projeto Negócios sobre Rodas e já recebe acompanhamento do Sebrae.
Segundo ele, a área tributária sempre foi um dos pontos mais sensíveis da rotina e costuma gerar insegurança. “Se não estiver atento às mudanças, o negócio sofre depois”, afirmou.
Kelvis conta que, antes de receber orientação, associava a reforma a dificuldades e aumento de impostos. Com mais informação, a percepção mudou. “A gente acha que toda mudança vem para dificultar, mas quando se entende melhor percebe que a proposta é simplificar para quem faz o certo”, avaliou.
Para ele, a principal lição está na organização. Manter estoque, emissão de notas e impostos em dia deixou de ser apenas uma obrigação e passou a ser uma estratégia para atravessar a transição com mais segurança. “O certo é fazer o certo. Não existe mais esse negócio de dar um jeitinho”, concluiu.
Como parte das ações de orientação aos pequenos negócios, o Sebrae Roraima realiza, no dia 10 de fevereiro, a oficina “Reforma Tributária e as ALCs de Roraima”, voltada a quem empreende no estado.
O encontro ocorrerá no formato de mesa-redonda, com a participação de especialistas no tema e de um representante da Suframa. Assim, a proposta é esclarecer como as mudanças da reforma tributária afetam Roraima, considerando as Áreas de Livre Comércio (ALCs), e orientar os empresários sobre os impactos práticos no dia a dia dos negócios.
A oficina é gratuita, mas as vagas são para pessoas jurídicas, com inscrição no site https://rr.loja.sebrae.com.br/.
Fonte: Da Redação
A Prefeitura de Boa Vista investe na segurança e organização do evento, além de garantir…
Vítima de 19 anos, tinha saído para comprar bebidas em um supermercado quando foi surpreendido…
Febraban, reuniu dicas práticas para quem quer começar 2026 com mais organização financeira
Interno apresentou mal-estar e desorientação. Ele ainda chegou a receber os primeiros socorros
Proposta prevê acesso facilitado a recursos da Lei Rouanet e Aldir Blanc para eventos de…
TV Imperial, canal 6.1, emissora do Grupo Égia de Comunicação e afiliada da Rede Record, transmite aos…