TCU impõe sigilo maior a processo do Master e tira acesso do Banco Central

Quem tiver a necessidade de consultar o processo precisa de autorização específica do relator Jhonatan de Jesus

TCU impõe sigilo maior a processo do Master e tira acesso do Banco Central
Jhonatan de Jesus durante a posse no TCU, em Brasília – Foto: Reprodução/Youtube/TCU

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), alterou a confidencialidade do processo que trata da atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O novo sigilo imposto fez a autarquia perder o acesso ao processo que corre na Corte de Contas.

O site Metrópoles apurou que houve uma alteração no status de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para a leitura de peças”. Essa mudança ocorreu em 5 de fevereiro.

Desde essa data, quem tiver a necessidade de consultar o processo precisa de autorização específica do relator.

Na esteira da mudança, o BC deixou de ter acesso aos autos e, agora, precisa fazer o pedido ao relator dentro do caso que apura a proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.

Em nota, o TCU afirmou que a mudança no nível de sigilo da ação foi um pedido da Secretaria-Geral de Controle Externo do Tribunal, “com o objetivo de evitar vazamentos, inclusive de informações sigilosas assim classificadas pelo BC. Tal procedimento não é inédito, pois já foi aplicado em outros processos no TCU”, afirmou.

O tribunal informou ainda que “a solicitação foi deferida pelo relator do processo e contou com a ciência do Banco Central”. E garantiu: “o TCU esclarece que o Banco Central terá acesso a todas as peças processuais sempre que necessário, não havendo qualquer prejuízo ao órgão jurisdicionado“.

Liquidação do Master

No âmbito das investigações, o BC detalhou todo o histórico para decretar a liquidação do Master. Além disso, elencou uma série de supostas irregularidades encontradas. E, por fim, relatou a existência de investigação enviada ao Ministério Público Federal (MPF) sobre novas fraudes que teriam sido cometidas pelo banco para tentar continuar funcionando.

Ao determinar a inspeção, Jhonatan de Jesus avaliou que a nota técnica do BC não estava acompanhada de prova documental. E o processo de análise seguiu na Corte.

A inspeção é um instrumento de fiscalização utilizado para suprir eventuais omissões, lacunas de informação e esclarecer dúvidas pontuais identificadas no processo. Ministros do TCU já deixaram claro que não há intenção de rever a decisão de liquidação do Master. Mas, sim, compreender como ocorreu a condução do procedimento.

Fonte: Metrópoles

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