Fachada Universidade Estadual de Roraima: Divulgação/UERR
O curso de Medicina da Universidade Estadual de Roraima (UERR) teve um dos piores desempenhos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, com nota 2 de 5.
Os resultados divulgados nesta segunda-feira, 19, referem-se aos 351 cursos de Medicina que participaram da avaliação.
Com o baixo desempenho, a UERR está sujeita a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares, de forma escalonada, conforme o percentual de concluintes considerados proficientes.
Como o curso da Universidade Estadual de Roraima teve 51,7% de proficiência, ou seja, mais da metade dos alunos participantes atingiram o nível mínimo de desempenho na prova, a instituição deve sofrer apenas a proibição de aumento de vagas, sem medidas adicionais por ora.
O Enamed é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina. Mais de 350 cursos participaram da edição 2025.
Os resultados individuais foram divulgados no dia 12 de dezembro de 2025. Os candidatos são classificados conforme os critérios adicionais estabelecidos no edital do Exame Nacional de Residência (Enare). A nota final será divulgada no dia 21 de janeiro de 2026.
A Universidade Estadual de Roraima acumulou, nos últimos anos, um histórico de crises que têm como marco central a gestão do ex-reitor Regys Freitas. Sua passagem pelo comando da instituição chegou a ser alvo de investigações da Polícia Federal.
Entre os episódios está a Operação Cisne Negro, que apurou um suposto esquema de fraudes em contratos milionários da UERR. Conforme as investigações, o grupo investigado teria atuado no direcionamento de licitações, superfaturamento de obras e serviços, além de desvio de recursos públicos.
A PF apontou indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Durante o cumprimento de mandados, as equipes apreenderam dinheiro em espécie, joias, relógios de alto valor e moedas estrangeiras, além de bloqueio judicial de bens.
Além disso, outro foco de apuração foi a chamada Operação Meritum, que investigou suspeitas de fraude em vestibulares e concursos públicos ligados à universidade. Conforme a Polícia Federal, havia indícios de vazamento de provas, favorecimento de candidatos e manipulação de processos seletivos, principalmente ligados ao vestibular de Medicina. Regys Freitas e familiares foram, inclusive, alvos de mandados de busca e apreensão nesse inquérito .
Fonte: Da Redação
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