Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Governo Federal realizará, no primeiro semestre de 2026, uma pesquisa nacional para analisar os desdobramentos da lei que restringe o uso de celulares nas escolas. A iniciativa visa compreender, após um ano da vigência da norma, como ela vem sendo implementada nos diferentes sistemas de ensino e quais efeitos iniciais tem produzido no cotidiano escolar.
Conforme o ministro da Educação, Camilo Santana, os impactos da restrição do uso de celular nas escolas têm sido positivos, com alunos aprendendo e interagindo mais.
“A gente sabe que, talvez, uma das mais importantes medidas que nós tomamos em 2025 no Brasil foi restringir o uso do celular nas escolas. O brasileiro passa, em média, nove horas e treze minutos em frente a uma tela. Nós somos o segundo país do mundo que fica o maior tempo na frente de uma tela. Isso é um prejuízo muito grande para crianças e adolescentes. Isso causa ansiedade, isso causa déficit de atenção, isso causa transtornos, distúrbios mentais”, ressaltou.
A Lei nº 15.100/2025 foi instituída em um contexto de crescente preocupação com os efeitos do uso excessivo e desregulado de celulares no ambiente escolar. Evidências nacionais e internacionais apontam riscos associados à intensificação da hiperconectividade, ao aumento das distrações em sala de aula, assim como ao agravamento de problemas de saúde mental e a impactos negativos no clima escolar.
Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) 2022 mostram que 80% dos estudantes brasileiros afirmam se distrair e ter dificuldades de concentração nas aulas de matemática por causa do celular, reforçando, assim, a necessidade de uma resposta regulatória no campo educacional.
A lei não proíbe o uso de celulares nas escolas. Ela estabelece restrições contextuais, de caráter protetivo e, além disso, permite o uso para fins pedagógicos, acessibilidade, inclusão, necessidades de saúde e garantia de direitos fundamentais.
Para o diretor da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Dragão do Mar, Breno Marques, os professores perceberam alunos mais atentos. Também relatou que o hábito de apenas “fotografar o quadro” ficou inviável, e os estudantes passaram a escrever, registrar e interagir mais.
Nos intervalos, os pátios também se transformaram. Alunos conversando entre si, frequentando mais a biblioteca, jogando xadrez, brincando na quadra, pulando corda e redescobrindo a convivência e a ludicidade.
“O início foi desafiador. Houve resistência de alguns estudantes, ligações aos pais e até crises de ansiedade pela ausência do aparelho. Aos poucos, porém, todos se adaptaram, sempre com o apoio integral das famílias”, afirmou o diretor.
Marques observou, ainda, que a melhoria da aprendizagem foi evidente, apesar dos desafios. “Tivemos o menor número de alunos em recuperação dos últimos anos”, explicou.
Fonte: Agência GOV
Ibras vem recebendo volumosos repasses de verba pública para executar projetos em Roraima, mas há…
Consulta pode ser feita na Página do Participante no site do Inep
Mulher foi levada com vida para o Hospital Geral de Roraima (HGR), mas morreu na…
Nomeação acontece 5 meses após a ALE aprovar sua indicação para o cargo vitalício. Tribunal…
Inicialmente haverá dois voos por semana para a cidade venezuelana com tempo estimado de 1h10
Atendimentos são das 7h30 às 13h30. Interessados também pode acessar o aplicativo do Sine em…