Pais de alunos denunciam obras paradas e precariedade em estrutura de escolas estaduais em RR

Conforme denúncias, a Escola Estadual Henrique Dias, em São João da Baliza, por exemplo, tem placas indicando obras de reforma que não estão acontecendo

Pais de alunos denunciam obras paradas e precariedade em estrutura de escolas estaduais em RR
Escola Estadual Elza Breves de Carvalho, no bairro Conjunto Cidadão – Foto: Arquivo pessoal

O jornalismo da Rádio 93 fm recebeu nesta terça-feira (30) denúncias de pais de alunos cobrando a conclusão de reformas em três escolas estaduais em Roraima.

Duas das unidades de ensino, estão localizadas no município de São João da Baliza. Por conta da situação precária, pararam as aulas para reformas. Já em Boa Vista, a Escola Estadual Elza Breves, também enfrenta há dois anos o mesmo problema.

‘Obras paradas’

Os pais e alunos da Escola Estadual Henrique Dias, em São João da Baliza informaram que mesmo com placas indicando reformas, nenhuma obra está sendo realizada no local.

“A Henrique Dias está com as placas, mas não está em reforma de nada. Eu já estou com um ano morando aqui, conversei com muitos pais de família e falaram que já está com mais de quatro anos a escola nessa situação. Inclusive, as crianças do Henrique Dias nem podem estudar lá, porque a escola está uma vergonha”, disse a moradora Regiane Laranjeira.

De acordo com ela, os alunos da Escola Estadual Henrique Dias precisam se deslocar para outro município, São Luis do Anauá, para conseguir estudar. Ela destaca que nem mesmo ajuda do Governo de Roraima os alunos tem que i para a outra escola.

“A maioria está cursando no SESC, até ajeitar as escolas. Muitos não têm estudo no SESC e estão indo para a escola de São Luís. Transporte escolar do estado e da Prefeitura não têm a disposição. Eles estão indo por conta própria. Alguns pais têm condições de levar, agora quem não tem, fica sem estudar”, relatou.

Regiane tem um filho que estuda o nono ano na Escola Estadual Francisco Ricardo Macedo. Conforme ela, nesta unidade, a reforma iniciou há 4 meses, no entanto, a estrutura é precária e os alunos estudam no improviso.

“A Ricardo Macedo as crianças estão estudando debaixo de lona e com paredes de compensado. Está uma situação que só Jesus na causa mesmo, a coisa que tá feia. Não estão dentro de sala de aula apropriada, tudo é improvisado lá”, pontuou.

Estrutura de lona impovisada na escola – Foto: Arquivo pessoal

Escola Estadual Elza Breves, em Boa Vista

O problema não é apenas no interior, escolas estaduais em Boa Vista também enfrentam problemas com precariedade e demora com reformas. A Escola Estadual Elza Breves de Carvalho, no bairro Conjunto Cidadão, está com uma reforma que já dura há dois anos.

De acordo com um pai, que trabalha na reforma da escola, apenas quatro funcionários trabalham na obra. Ele ainda destaca que até fiação já roubaram do lugar.

“Era para ser uma reforma, mas essa reforma já tá com dois anos, e tá difícil de acabar, porque a empresa não paga ninguém. Estão demorando para realizarem o pagamento e fica ainda mais atrasada a obra da escola. Só tem quatro funcionários em um colégio militarizado desse tamanho. Quando tem material, a gente trabalha, quando não tem fica parado. De tanto demorar, até fiação nova já roubaram, e vai ter que colocar de novo”, falou o pai e trabalhador na obra.

De acordo com trabalhador, a filha que estudava na escola, teve que mudar para outra unidade para conseguir estudar. Por conta da distância, ela já até já faltou aulas.

“Está atrapalhando bastante, porque é só eu que tenho que levar ela, minha mulher não sabe dirigir. Ela falta em alguns dias, porque tem momentos que não consigo levar. Peço que olhe para os moradores aqui do bairro e resolva esse problema”, finalizou.

Citada

Por meio de notas, a Secretaria de Educação e Desporto (Seed) informou que a Escola Estadual Francisco Ricardo Macedo está recebendo obra de reforma geral. Equipes já realizaram, por exemplo, a troca da cobertura, redes elétrica, hidráulica e de esgotos. O prazo para conclusão dos serviços é setembro de 2024.

Em relação à Escola Estadual Henrique Dias, informou negou as denúncias e disse que local também está passando por obra de reforma geral.

Sobre o Colégio Estadual Militarizado Elza Breves de Carvalho, a Seed disse que assim com as outras escolas, a unidade está recebendo uma reforma. Além disso, esclareceu que a empresa que realiza a obra já foi devidamente notificada devido ao atraso na entrega do serviço. Por fim, relatou que o prazo para conclusão da obra, é outubro de 2024.

Fonte: Rádio 93 Fm

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