Professor se queixa de que o ano letivo está para começar e a escola continua com a estrutura comprometida - Foto: Arquivo pessoal
Um professor, de 55 anos, denunciou à reportagem nesta segunda-feira (24) que a reforma da Escola Indígena Santa Luzia está inacabada. A unidade fica localizada a 100km de Boa Vista, na comunidade indígena Três Corações, no município de Amajarí. A Escola atende alunos do Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e EJA.
O docente conta que a reforma deveria ter começado no início do ano letivo de 2018 após a intervenção do Ministério Público de Roraima (MPRR).
“O MP interviu à escola porque ela estava totalmente inadequada para receber os alunos. A parte elétrica, hidráulica, a pintura, os forros. E uma visita do Ministério Público detectou que a escola tinha que ser reformada”, relatou.
Diante disso, o homem conta que os pais dos alunos, temerosos com a situação da escola, fizeram com que as aulas fossem paralisadas. Dessa forma eles realizaram uma mobilização na época.
“Uma semana depois, a secretária Leila Perussolo (SEED) foi na comunidade e disse que ia fazer os reparos. Realmente, trocou alguns vidros e fizeram uma ‘gambiarra’ na instalação”, explicou.
Conforme o denunciante, a reforma foi realizada de maneira errada, o que ocasionou a deterioração da estrutura da escola. Por conta disso, tiveram que refazer a reforma inúmeras vezes.
“Começaram essa reforma em 2019, passou 2020, essa reforma parava e voltava. Só fizeram uma gambiarra na escola. Eles levaram todas as centrais velhas, porque o governador prometeu que tudo o que ia para a escola era novo. O governador prometeu em reunião, perante toda a comunidade e outras comunidades que estavam lá”, disse.
Durante um encontro de pais e mestres em uma escola da região, o homem contou que chegou um caminhão com as mesmas centrais velhas.
O Tuxaua da comunidade se reuniu com todos os pais e membros da associação de pais e mestres e, dessa forma, fizeram uma reunião.
“Ele perguntou se devolvia ou ficaria com as centrais. Contudo, como os pais ouviram o governador falando que as centrais eram novas. Então o tuxaua mandou devolver todas as centrais para a Secretaria de Educação. A secretária respondeu ao tuxaua que ele não deveria ter feito aquilo, que ele não mandava nas dependências da escola”, relatou.
Logo depois, o tuxaua disse que conversaria com o governador Antonio Denarium. Conforme relatado, o governador desligou o telefone, se recusando a falar com o líder da comunidade.
“A escola está lá, a pintura desgastada. Só chegou cadeiras e algumas mesas de refeitório. Materiais permanentes como armário não chegaram. Nenhuma central foi instalada e ela (secretária) falou que não vão mandar e que se mandar, serão as velhas de novo”, disse.
Da mesma forma, o professor se queixa de que o ano letivo está para começar e a escola continua com a estrutura comprometida.
“O ano letivo de 2022 vai começar e a escola está do mesmo jeito. Pior, sem as centrais e a parte hidráulica. Ele (governador) sabe dessas situações. E quando chove, ainda tem alagamento, pois eles não terminaram o teto ainda. A empresa foi embora, foi fazer revitalização em outras escolas, e deixaram a nossa à mercê”, explicou.
A Secretaria de Educação e Desporto esclarece que a Escola Estadual Indígena Santa Luzia, localizada na comunidade indígena Três Corações, passou por um processo de revitalização nas estruturas elétricas, hidráulicas e prediais, como troca da cobertura e pintura geral da escola.
Esclarece ainda, que após esse processo de revitalização a unidade apresentou alguns problemas na estrutura, mas logo em seguida foi enviado uma equipe técnica da Seed que estão realizando os devidos reparos, de forma a garantir segurança e conforto à comunidade escolar.
Por Lara Muniz
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