Gestante - Foto: Divulgação
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Aurora. Ele vai apoiar professoras orientadoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu que sejam gestantes ou mães de crianças de até dois anos. A iniciativa visa diminuir o impacto da maternidade na produtividade da carreira científica.
A presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, disse que a medida nasce como uma resposta concreta para o que tem acontecido com as mulheres na ciência. “Embora as mulheres sejam maioria na pós-graduação, essa presença diminui à medida que avançam na carreira acadêmica. A maternidade não é o único fator por trás desse fenômeno, mas é, sem dúvida, um dos mais decisivos”, afirmou.
O Programa Aurora tem o objetivo de garantir a continuidade das atividades acadêmicas e científicas das docentes durante a gestação e no período pós licença-maternidade em decorrência de nascimento ou adoção até os dois anos da criança.
A política pública da CAPES pretende mitigar os impactos da maternidade sobre a produtividade acadêmica, fortalecendo a equidade de gênero na pós-graduação.
A diretora de Gestão da CAPES, Luciana Gottschall, lembrou que as mulheres estão historicamente relacionadas a cuidados, um trabalho não remunerado. “O Programa Aurora é uma medida que reconhece a complexidade do cuidado, que não pode ser um fator de limitação à permanência das mulheres no desenvolvimento da ciência”.
A iniciativa foi discutida no âmbito do Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas interseccionalidades da CAPES. Integrante do grupo e do movimento Parent In Science , Letícia de Oliveira salientou que o nome Aurora remete a renascimento e o programa é uma nova oportunidade para as mulheres mães. “Ocorre uma queda na produtividade das mães e o mesmo não ocorre com os pais. Muitas vezes isso impede a progressão da carreira das mulheres”, afirmou.
As chamadas para as bolsas ocorrerão por meio de editais. Para apresentar a proposta, é preciso estar no segundo trimestre da gestação ou ser mãe de criança de até dois anos.
Fonte: Agência GOV
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