Polícia

Médica relata agressão durante atendimento no Hospital Geral de Roraima

Uma médica relatou ter sido agredida por uma paciente dentro do Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, na noite dessa sexta-feira, 27. A suspeita, conforme a vítima, é técnica em enfermagem e estava acompanhada da mãe no momento da confusão.

Conforme a médica, a situação começou ainda na triagem, quando a paciente e a acompanhante teriam exigido atendimento prioritário por serem profissionais de saúde. O pedido foi negado pela equipe, que explicou que a prioridade só é definida após a classificação de risco.

Ainda segundo o relato, a suspeita apresentava dor abdominal e recebeu atendimento inicial em menos de 10 minutos, com medicação e encaminhamento para exames.

Momentos depois, já na sala de medicação, a paciente e a mãe passaram a questionar a forma como o remédio havia sido administrado, alegando que o procedimento estaria incorreto. A profissional, por outro lado, afirmou que seguiu o protocolo padrão.

A discussão teria evoluído para ofensas verbais e, em seguida, agressão física. Segundo a vítima, a paciente se levantou e partiu para cima dela com socos, atingindo a região da orelha.

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e a médica teria manifestado interesse em registrar um boletim de ocorrência e realizar exame de corpo de delito. No entanto, conforme ela, foi registrado apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Ainda segundo o relato, horas depois, a profissional foi orientada pela guarnição a procurar o Instituto Médico Legal (IML). Mas de acordo com a vítima, naquele momento, já não havia sinais aparentes da agressão.

O que diz a Sesau

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que repudia a agressão física sofrida pela médica. De acordo com a Pasta, a equipe da unidade prestou imediato apoio à médica e adotou todas as providências necessárias, com acionamento da Polícia Militar, registro de Boletim de Ocorrência e encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal.

A Sesau ressaltou ainda que a agressão contra profissional de saúde no exercício de sua função configura crime, podendo ser enquadrada como lesão corporal, conforme o Código Penal Brasileiro, além de outras tipificações cabíveis, a depender da gravidade do caso.

Por fim, ressaltou que não tolera qualquer tipo de violência contra seus servidores. E seguirá adotando todas as medidas legais para garantir a segurança das equipes e a continuidade do atendimento à população. 

Repúdio

O Conselho Regional de Medicina (CRM-RR) se manifestou publicamente sobre o caso. Para a entidade, o caso “trata-se de um ato inaceitável de violência contra uma profissional que se dedicava ao cuidado da população”.

Conforme a nota publicada nesse sábado, 28, o CRM prestou imediato suporte à médica desde o momento em que tomou conhecimento do ocorrido.

A entidade reiterou a necessidade de medidas rigorosas por parte das autoridades competentes para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, bem como a adoção de políticas efetivas de proteção aos profissionais de saúde.

“O CRM se solidariza com a média agredida e reafirma seu compromisso na defesa intransigente da dignidade, da segurança e do respeito à classe médica”, finalizou.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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