Foto: Divulgação/Marcos Alexandre Borges
Cerca de 50 pessoas entre corpo acadêmico e docentes, realizaram uma manifestação no prédio da Universidade Estadual de Roraima (UERR), na manhã desta sexta-feira, 20. O ato é referente a decisão tomada pela Universidade de iniciar o primeiro semestre letivo de 2026 de forma remota, que segundo eles, tudo foi feito às escuras, sem o poder de voz e participação dos acadêmicos.
A estudante Fernanda Nascimento do curso de História e representante do Centro Acadêmico de História da Universidade falou com a reportagem.
“Essa decisão foi tomada às escuras com a portaria publicada ontem (19), sem aviso, como uma bomba jogada em cima da gente. Agra os professores terão poucos dias 4 dias úteis e um final de semana para se adaptarem para que segunda-feira estejam com a sala online pronta para receber a gente. E os alunos que não têm computador, notebook, internet adequada em casa, não tem estrutura para um ensino remoto em casa?”, indagou.
Conforme a estudante, a UERR atropela as decisões sem dar poder de participação. “A nossa revolta, nossa manifestação é porque a UERR está atropelando as decisões e o querer dos alunos. A Universidade é nossa e serve à comunidade. Mas não temos voz na UERR”, questionou.
Ainda de acordo com a representante, todos estão cansados e envergonhados com as denúncias e matérias divulgadas na imprensa.“O que aconteceu com o curso de licenciatura como de Educação Física sendo online? E o nosso curso de Medicina como o pior do Brasil, sendo que temos excelentíssimos professores de Medicina, mas não temos estrutura”, contou.
Os estudantes pretendem continuar com o movimento até que haja uma reposta. “Esse movimento não vai parar por aqui. São dez anos de luta se arrastando. A gente quer ter um ensino de qualidade, ter orgulho da instituição, de ser UERR. Mas a gente não tem”, desabafou.
A reportagem conversou com Francisco Leidens, professor e presidente da Seção Sindical dos Docentes (Sinduerr).
“A UERR já vinha com esse trabalho remoto desde dezembro de 2025. Mas devido aos problemas de contrato com empresas terceirizadas para portaria e serviços de limpeza, a Universidade a decretou o trabalho remoto. E isso é extremamente prejudicial porque dia 23 já precisamos iniciar e não temos muito tempo pra nos preparar. Fomos pegos totalmente desprevenidos”, afirmou.
O Roraima em Tempo solicitou posicionamento da Universidade Estadual e aguarda retorno.
Fonte: Da Redação
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