Esse transtorno é um dos tipos de Ansiedade e é caracterizado por crises inesperadas e repetidas de medo intenso sem causa aparente, o qual desencadeia sintomas físicos como taquicardia, falta de ar e tremores, atingindo seu pico em cerca de 10 minutos. Desencadeia ansiedade antecipada sem que haja algum motivo para tal e medo de novas crises, fazendo com que a pessoa frequentemente fuja dos ambientes que em nada lhe oferece algum risco (agorafobia).
Diante desse quadro o certo a fazer é buscar ajuda imediatamente de um profissional da Psicologia, o qual após avaliação do(a) paciente, poderá iniciar a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, em casos mais graves, encaminhar para acompanhamento concomitantemente com o Psiquiatra.
Causas
Até o momento ainda não se conseguiu identificar a causa ou causas exatas que desencadeiam o transtorno do pânico, no entanto, as pesquisas científicas apontam para uma série de fatores que podem influenciar o seu desenvolvimento. Dentre esses fatores os pesquisadores elencam elementos genéticos, o tipo de temperamento da pessoa, níveis de estresse e as mudanças cerebrais que ocorrem como resposta a eventos específicos, como por exemplo: experiências marcadas por estresse extremo; mudanças bruscas na vida ou na carreira profissional, luto ou doença de um ente querido, estresse pós-traumático (TEPT); histórico de violência e abuso na infância; preocupação excessiva; necessidade constante de estar sempre no controle da situação; altas expectativas e perfeccionismo; dificuldade em aceitar mudanças de opinião; supressão de sentimentos negativos; negligência diante de problemas de saúde mental; manter-se ocupado constantemente sem pausas adequadas para descanso, bem como, assumir posições que exijam grande responsabilidade e; exigir muito de si mesmo.
A pesquisa
As pesquisas sobre esse tipo de Ansiedade têm demonstrado um dado curioso, indicando que o transtorno do pânico é mais comum em mulheres do que em homens, bem como é mais frequente em pessoas adultas, especialmente naquelas com mais de 30 anos de idade.
Durante as crises de pânico alguns sintomas bastante comuns se manifestam, podendo alguns ocorrer de forma súbita: palpitações no coração seguida de taquicardia (coração acelerado); suor excessivo e tremores pelo corpo; falta de ar acompanhada de uma sensação de sufocamento; dor ou desconforto no peito, como se estivesse prestes a ter um infarto; náuseas ou dor abdominal; tontura e até desmaio; sensações de irrealidade ou distanciamento (despersonalização); medo de perder o controle da situação ou de enlouquecer e; medo de morrer.
Aqui vai um alerta tanto para familiares que convivem com alguma pessoa com tais sintomas, como para amigos próximos, que é estar atento para algumas características apresentadas pela pessoa afetada, como por exemplo a instalação da crise de pânico de forma inesperada e sem uma causa aparente; após crise anterior um medo persistente em ter novos ataques de pânico são bem visíveis; a pessoa passa a evitar lugares onde as crises ocorreram anteriormente, desencadeando a Agorafobia, que se caracteriza pelo medo intenso de situações ou locais onde escapar pode ser difícil ou embaraçoso, o que leva ao isolamento social e medo de novas crises de pânico. As pessoas afetadas evitam lugares públicos, multidões ou sair de casa; essa crise aguda de pânico geralmente dura entre 15 a 30 minutos.
Vale ressaltar que esse tipo de Ansiedade tem controle com as abordagens certas, por exemplo a Psicoterapia com a abordagem técnica da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a entender e lidar com os sintomas. Em casos mais graves se torna necessária a intervenção do profissional da Psiquiatria que atuará em conjunto com o Psicólogo, podendo o Psiquiatra receitar medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. De forma concomitante com essas abordagens, é indicado uma mudança no estilo de vida do(a) paciente, como praticar exercícios físicos de seu agrado, que irão auxiliar na redução do estresse e no controle de novas crises.
Por fim, já nos primeiros sinais do pânico sem causa aparente a pessoa deve procurar urgente um profissional da Psicologia que após avaliação na anamnese, usará de técnicas adequadas para abordar cada caso.

Hismayla Pinheiro é psicóloga clínica e especialista em avaliação psicológica com mais de 7 anos de experiência em consultório. Por aqui ela traz orientações valiosas nesse divã virtual de como manter sua saúde mental. Agende sua consulta: (95) 99144-1131.

