Foto: Divulgação/PCRR
Um idoso, de 75 anos, foi preso suspeito de estuprar a própria neta, de sete anos. A polícia o prendeu o avó preventivamente, na manhã desta terça-feira, 10, no bairro Senador Hélio Campos.
Conforme investigação, os crimes teriam começado quando a vítima tinha apenas três anos de idade. O suspeito, utilizava métodos cruéis para garantir a prática dos abusos e o silêncio da neta, incluindo o uso de amarras, mordaças e ameaças com arma branca.
De acordo com a Polícia Civil de Roraima (PCRR), os pais da criança também são investigados por omissão. Ou seja, supostamente tinham conhecimento dos abusos, contudo não impediram a continuidade dos crimes.
O delegado Matheus Rezende, afirmou que a investigação do caso ocorre desde outubro de 2025, quando um familiar denunciou à Polícia Militar. A pessoa relatou que após colocar a criança para dormir, percebeu hematomas em uma das pernas da menina. Questionada sobre as marcas, a criança revelou que os pais haviam a agredido. Disse também que era por ter contado sobre os abusos sexuais cometidos pelo avô.
Diante as investigações que apontavam os indícios dos abusos, a polícia decretou a prisão preventiva. “Ao analisar o pedido, a Justiça considerou necessária a segregação cautelar do avô em razão da gravidade dos crimes, da periculosidade do investigado e do risco de reiteração delitiva. Uma vez que ele possuía livre acesso ao ambiente doméstico da vítima. Assim, decretamos a prisão preventiva do suspeito”, disse o delegado.
Em relação aos pais da criança, conforme o delegado, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Eles são investigados por omissão penalmente relevante, conhecida juridicamente como crime comissivo por omissão, já que, na condição de garantidores legais da vítima, teriam sido complacentes com os abusos.
“As investigações apontam que os genitores tinham conhecimento da conduta do agressor. Nessa condição, a legislação penal prevê que respondam pelo crime como se o tivessem praticado diretamente, em razão do dever legal de impedir o resultado”, disse.
A criança recebe acompanhamento pela rede de proteção à criança e ao adolescente, principalmente do Conselho Tutelar. “Todos os envolvidos serão indiciados pelo crime de estupro de vulnerável. Enquanto o avô responde como autor direto, os genitores serão indiciados na modalidade de omissão imprópria”, explicou.
Após prisão, a PCRR encaminhou o suspeito para Audiência de Custódia.
Fonte: Da Redação
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