Polícia

Conselho de Justificação apura conduta de major da PM preso por suspeita de exploração sexual de adolescentes

O Governo de Roraima determinou a instauração de um Conselho de Justificação para apurar a conduta do major da Polícia Militar Edimilson da Costa Lima, preso em setembro de 2025 por suspeita de exploração sexual de adolescentes. A medida foi oficializada por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 19 de março.

Conforme a publicação, o major já acumula seis procedimentos na Corregedoria da PM nos últimos cinco anos. Desses, quatro ainda estão em andamento e investigam crimes como peculato, assédio sexual, intimidação e interferência em atos dentro da corporação.

O Conselho de Justificação tem como objetivo avaliar se o oficial possui condições morais, éticas e disciplinares para permanecer na Polícia Militar. A comissão será formada por três tenentes-coronéis e, dessa forma, terá prazo inicial de 30 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado.

O decreto prevê ainda que outros policiais eventualmente envolvidos poderão ser incluídos como acusados no decorrer das investigações.

Caso haja confirmação das irregularidades, o Conselho pode recomendar a exclusão de Edimilson das fileiras da PM.

O Roraima em Tempo entrou em contato com o major para posicionamento. O espaço está aberto.

Relembre

A Polícia Civil de Roraima prendeu o major durante a Operação Ilíria, que investiga um grupo suspeito de favorecimento à prostituição de adolescentes, associação criminosa, assim como fornecimento de bebida alcóolica a menores e porte ilegal de arma de fogo, liderado e integrado por agentes públicos.

Os agentes cumpriram mandados nas residências de cinco pessoas, entre elas, do Edimilson Costa Lima. Também foram alvos um agente de polícia, de 57 anos, um gerente comercial, de 49 anos, um analista judiciário, de 49 anos, bem como um jovem, de 20 anos.

Conforme apurado na investigação, o grupo oferecia bebidas alcoólicas e drogas às vítimas, com idades entre 14 e 16 anos, em troca de favores sexuais.

As investigações indicam que os supostos criminosos abordaram os adolescentes em festas promovidas nas residências dos investigados, onde ocorreram atos de exploração sexual. Depoimentos apontam que os acusados se valeram de suas posições sociais e cargos públicos para ocultar as atividades criminosas.

A prisão do oficial Edimilson ocorreu na Rodoviária Internacional de Boa Vista, quando chegava do Amazonas em um ônibus de linha comercial.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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