Polícia

Idoso é condenado a mais de 13 anos por estupro de 9 crianças

A Vara Criminal de Alto Alegre julgou procedente a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) e condenou a 13 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, o idoso I.S.A, de 63 anos, pelo estupro de vulneráveis contra nove crianças, com idades entre 5 e 9 anos, na Comunidade Indígena da Anta, Região do Taiano. O homem foi preso em fevereiro deste ano, após uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR).

O caso veio à tona no dia 15 de fevereiro deste ano por conselheiros tutelares, após receberem os relatos das vítimas, acompanhadas de seus pais e responsáveis, sendo comunicado ao delegado titular de Alto Alegre, Wesley Costa de Oliveira.

Conforme o delegado, agentes realizaram várias diligências no município de Alto Alegre. E as ações contaram com o apoio do Ministério Público, bem como da Comarca da Justiça de Alto Alegre.

“Essa integração entre as instituições, como Ministério Público, a Polícia Civil e a Comarca de Justiça de Alto Alegre foram de extrema importância. Tanto que desde a comunicação do crime, no âmbito da Polícia Civil, as diligências realizadas, a operação para prender o infrator e a condenação do réu, foram 81 dias. O que entendo como um prazo célere, para que a impunidade fosse combatida, de forma eficiente”, afirma o delegado.

O crime

No dia 17 de fevereiro a Polícia Civil realizou uma operação para prender o idoso I.S.A. Ele era até então suspeito de estupro de vulneráveis contra seis meninas na Comunidade Indígena da Anta, Região do Taiano. As vítimas tinham entre 5 e 9 anos

O delegado relatou que uma das crianças contou para a mãe o que aconteceu. E isso ficou conhecido pela comunidade, surgindo assim outros casos de vítimas do idoso.

“Os familiares comunicaram ao líder da comunidade e eles procuraram o Conselho Tutelar que os trouxe para a delegacia”, afirmou o delegado.

Ainda conforme o delegado, as crianças relataram que o abusador abordava as crianças de uma maneira muito semelhante.

“Algumas vezes ele oferecia doces e era sempre muito gentil e atencioso com elas até que pudesse levá-las para algum lugar isolado onde cometia o ato. Ou então fazia a abordagem quando via alguma das vítimas sozinha e a levava para algum local onde cometia a violência sexual” relatou.

Acesso à escola das crianças

Em todas as situações, explicou o delegado, o foco do abusador era cometer o ato sexual. Ele inclusive assediava as crianças na escola, aproveitando-se do fato da esposa dele trabalhar no local. O que facilitava a ele o acesso à unidade escolar.

Diante dos depoimentos das vítimas e o medo que elas demonstraram ter em relação ao acusado que, em alguns casos exigia a elas que não contassem a ninguém, pois poderiam ter problemas, a Polícia solicitou a prisão preventiva do suspeito.

Após a prisão, o idoso seguiu para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior. No local ele passou por interrogatório. Depois a PCRR o encaminhou para exame de integridade física no Instituto de Medicina Legal (IML). Em seguida, na Audiência de Custódia ele teve sua prisão homologada.

O delegado Wesley Oliveira informou que as investigações identificaram mais três crianças, vítimas do idoso.

Sentença

Em Juízo, o autor confessou parcialmente os crimes cometidos. Ontem (8), a juíza da Vara Criminal de Alto Alegre, Sissi Marlene Dietrich Schwantes, condenou I. S. A., à pena de 13 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado, pelos crimes de estupro de vulneráveis, com o agravante da continuidade delitiva, e sendo nove vítimas, o que aumentou sua pena.

A juíza não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, pois ele estava diretamente inserido no ambiente de convívio das vítimas. O que, além de provocar mais sofrimento e problemas psicológicos, deixaria transparecer a impunidade, principalmente para a comunidade.

A Justiça determinou ainda a identificação do seu perfil genético, mediante a extração do DNA, realizado pelo Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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