Um idoso de 70 anos, nacionalidade venezuelana, foi preso acusado de cometer estupro de vulnerável, contra uma menina de 4 anos, em um abrigo para imigrantes, no bairro Treze de Setembro. O crime aconteceu na tarde desta segunda-feira, 19, por volta de 13h30, dentro de uma carpa (barraca), no Rondon 5, da Operação Acolhida.
Segundo a mãe, a criança estava acompanhada de três irmãos e do avô paterno, que os deixou na mesa enquanto foi para fila do almoço. Um dos irmãos, menor de 7 anos de idade, levou a menina para procurar o avô na fila, mas a menina se perdeu pelo caminho.
Ao retornar para o local do almoço, a mulher começou a procurar a filha e solicitou apoio à equipe de proteção do abrigo. Após 30 minutos de buscas, encontram a menina dormindo sozinha em uma carpa em que vivem três homens.
Conforme descrição, ela estava apenas com a cabeça no colchão de lençol amarelo, todo molhado, de barriga para cima, e devidamente vestida com suas roupas.
As equipes do Rondon identificaram os três homens, mas somente um estava no abrigo. No colchão de lençol amarelo, estavam os documentos de identificação de um deles.
Uma psicóloga conversou com a menina. Ela falou para a profissional e mostrou por meio de gestos que o idoso havia tocado com as mãos em sua parte íntima. Em seguida, a mãe fez uma inspeção íntima na filha e disse que estava tudo bem.
Ainda de acordo com a Polícia, a psicóloga mostrou à menina, as fotos de dois dos três homens, quando a criança reconheceu e indicou o suspeito por tocá-la.
Conforme a Operação Acolhida, responsável pelos abrigos, ao tomar conhecimento do ocorrido, a equipe do abrigo agiu imediatamente, localizando a criança e prestando o suporte inicial necessário. As autoridades policiais foram prontamente acionadas, resultando na identificação e prisão do suspeito.
Operação Acolhida se manifesta
A Operação Acolhida se manifestou publicamente sobre o fato ocorrido, demostrando profundo repúdio e indignação, classificando como caso gravíssimo.
Destacou que “atos de violência, especialmente contra os mais vulneráveis, são absolutamente intoleráveis e contrários a todos os princípios e valores que regem nossa missão humanitária”, disse.
A operação também se solidarizou com a criança e sua família neste momento de dor e fragilidade.
Ainda conforme a nota, reafirmou o compromisso com a proteção e a dignidade humana de todos os acolhidos, em especial das crianças e dos adolescentes. Assim como, reiterou sobre atuarem com transparência e responsabilidade.
“Continuaremos trabalhando incansavelmente, em conjunto com as forças de segurança, órgãos de proteção e parceiros, para assegurar um ambiente de acolhimento seguro, digno e livre de qualquer forma de violência”, trecho da nota.
Fonte: Da Redação

