A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou, na segunda-feira, 8, 108 cidadãos cubanos transportados em situação de extrema vulnerabilidade em Roraima. As ações ocorreram na BR-401, no município de Cantá, durante a Operação Rota Segura.
Segundo a PRF, os resgates aconteceram em três ocorrências registradas entre a tarde e a noite. Além disso, a operação resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas suspeitas de integrar esquemas de contrabando de imigrantes, conhecidos popularmente como “coiotes”.
No primeiro flagrante, policiais realizavam patrulhamento ostensivo quando identificaram um comboio de veículos suspeitos. Após receberem ordem de parada, os motoristas fugiram por estradas vicinais de terra.
Em seguida, as equipes iniciaram acompanhamento tático e interceptaram três veículos. Dentro dos carros superlotados, os policiais encontraram 39 pessoas, entre adultos, idosos e crianças, em condições severas de privação física. Muitos relataram estar sem alimentação havia pelo menos dois dias.
Já durante a noite, a PRF identificou outro veículo transportando oito pessoas de forma irregular. Nessa ocorrência, os agentes apreenderam o automóvel utilizado para a entrada ilegal no país e detiveram um suspeito de realizar o transporte dos imigrantes. Todos foram encaminhados à Polícia Federal.
Ainda na noite de segunda-feira, os policiais localizaram outros 61 cubanos em uma residência no município de Cantá, após novo acompanhamento tático de um veículo suspeito de atuar no transporte clandestino de estrangeiros. No local, a equipe também apreendeu um carro.


Regaste humanitário
De acordo com a PRF, a ação representa o maior resgate humanitário registrado em uma única ocorrência no estado. Com os novos casos, o número de estrangeiros resgatados pela corporação em Roraima subiu para 297 entre 2024 e junho deste ano.
Segundo a polícia, os imigrantes tentavam ingressar no Brasil pela fronteira com a Guiana.
Os condutores presos seguiram para a Superintendência da Polícia Federal, responsável pelas medidas de polícia judiciária. Já os estrangeiros receberam encaminhamento para regularização migratória e posterior inserção na rede oficial de assistência social.
A PRF explicou ainda que os chamados “coiotes” integram redes clandestinas de tráfico e contrabando de pessoas. Esses grupos cobram valores elevados para realizar travessias ilegais e submetem os imigrantes a viagens precárias e perigosas.
Além disso, para evitar fiscalização nas rodovias federais, os motoristas utilizam estradas não pavimentadas e trafegam em alta velocidade, aumentando o risco de acidentes graves.
Diante do cenário, a Operação Rota Segura intensifica a fiscalização em áreas utilizadas para entrada ilegal de pessoas no Brasil. Conforme a corporação, as equipes também prestam auxílio humanitário imediato, com distribuição de água, alimentação e atendimento inicial de saúde, principalmente para crianças e idosos.
Fonte: Da Redação




