Operação da PF- Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 26, a Operação Déjà Vu para investigar fraudes em licitações e o desvio de recursos destinados à manutenção de estradas e vicinais em Bonfim, interior de Roraima.
A investigação começou em setembro de 2025. Na ocasião, três pessoas foram presas após sacar mais de R$ 510 mil em espécie, em Boa Vista, valor considerado de provável origem ilícita.
Além disso, A PF detectou medições fraudulentas de obras. O engenheiro teria atestado serviços não realizados, liberando pagamentos indevidos. O ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas, aparece em diálogos como articulador das operações. Ele teria determinado pagamentos e até orientando a forma de apresentação das obras como se fossem ações oficiais.
As investigações mostram ainda que o esquema girava em torno de duas mulheres, mãe e filha, presas. No dia 3 de julho deste ano, a jovem, de 21 anos, tornou-se única sócia de uma empresa, também ligada a obras municipais da cidade. Conforme o inquérito, um dia após a suposta aquisição da empresa, ela assinou uma procuração que deu poderes à mãe. Ela é, desde 2020, dona da firma que possui contratos que somam mais de R$ 50 milhões com a Prefeitura de Bonfim.
A partir desse ponto, as apurações avançaram e revelaram que o dinheiro tinha ligação com medições fraudulentas e com um esquema que envolvia a empresa contratada para recuperar estradas vicinais. Apesar de manter contratos que somavam mais de R$ 40 milhões, a empresa não tinha estrutura física ou operacional compatível com o serviço.
Ao aprofundar as investigações, a PF identificou o grupo organizado que atuava de forma coordenada para cometer diversos crimes, entre eles fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e associação criminosa. O esquema utilizava uma empresa de fachada e realizava movimentações financeiras suspeitas para dar aparência de legalidade ao dinheiro desviado.
Como resultado das apurações, a Justiça Estadual determinou o bloqueio e o sequestro de bens que ultrapassam R$ 2 milhões. Além disso, ordenou a apreensão de materiais e a suspensão imediata do contrato da empresa investigada com o órgão público envolvido.
Fonte: Da Redação
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