Delegacia de Pacaraima - Foto: Divulgação
A Delegacia da Polícia Civil de Pacaraima, realizou na última quinta-feira, 31, a Operação ‘Longo Alcance’. Os esforços resultaram na prisão de um homem de 34 anos, acusado de estuprar e agredir fisicamente a própria enteada. A prisão aconteceu na comunidade indígena Mato Grosso, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Os agentes percorrerem cerca de 30 km a pé, com apoio do tuxaua e de um guia local.
De acordo com o delegado titular de Pacaraima, Valdir Tossi, o acusado cometia os abusos da enteada desde os oito anos de idade. A vítima inclusive, engravidou do agressor pela primeira vez aos 12 anos. Desde então, os abusos continuaram e, já com 17 anos, a adolescente engravidou novamente. Em fevereiro de 2025, após um desentendimento familiar, o acusado revelou à mãe da vítima, à avó e às lideranças comunitárias que era o pai da primeira filha da jovem, nascida em fevereiro de 2020.
Durante o depoimento na delegacia, o acusado confessou os abusos sexuais e reconheceu a paternidade das duas crianças geradas a partir dos estupros.
Além dos abusos sexuais, o homem também cometia agressões físicas a enteada. No dia 13 de julho de 2025, ele deu três chicotadas nas costas da vítima, no pátio da escola da comunidade, motivado por ciúmes e tentativa de controle. Um suposto namorado da jovem também sofreu as agressões. A adolescente, ao chegar em casa, reclamou de dores, e familiares constataram marcas de agressão com sangue.
Ao tomar conhecimento do caso, a liderança da comunidade solicitou nova medida protetiva, que o acusado voltou a descumprir por continuar vivendo no mesmo ambiente que a vítima. Ainda conforme informações do delegado, a vítima tinha medo de contar à mãe que sofria violência sexual pelo padrasto e ser desprezada.
O delegado Valdir Tomasi Rosa representou pela prisão preventiva do acusado, posteriormente deferida pelo Poder Judiciário e cumprida na última quinta-feira.
Para chegar à comunidade Mato Grosso, os policiais civis precisaram sair de Pacaraima em direção à divisa com a Venezuela, uma vez que não há estrada brasileira que leve ao local. A equipe seguiu de carro até a comunidade indígena São Miguel, já em território venezuelano, utilizando a única via de acesso existente, um trajeto de aproximadamente 21 km em estrada precária, que levou cerca de uma hora.
A partir de São Miguel, os policiais iniciaram uma marcha de 30 km por região montanhosa, enfrentando lavrados, matas fechadas, igarapés e áreas alagadas. O trajeto foi considerado de alto risco, sendo necessário o apoio e a orientação de uma tuxaua e de um guia local para evitar que a equipe se perdesse na região.
Logo após a prisão, o acusado seguiu para apresentação em audiência de custódia e encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc).
Fonte: Da Redação
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