Foto: Divulgação/PCRR
A Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR) cumpriu nesta terça-feira, 30, dois mandados de prisão preventiva contra investigados por violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas de urgência. As diligências ocorreram em Boa Vista e em Curitiba (PR), esta última em ação integrada com a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
As ações integraram o Dia D da Operação Nacional Mulher Segura, mobilização nacional voltada ao fortalecimento das ações de combate à violência contra a mulher.
A primeira prisão ocorreu no bairro Nova Cidade, Em Boa Vista. O investigado, de 22 anos, já possuía histórico de violência doméstica, sendo preso anteriormente por descumprimento de medida protetiva de urgência. Mesmo utilizando tornozeleira eletrônica, voltou a manter contato com a vítima e reincidiu em novas agressões, ameaças e ofensas.
De acordo com a delegada, no último dia 28 de junho, a vítima procurou a Polícia Civil e relatou que foi agredida fisicamente, ameaçada de morte e ofendida pelo investigado dentro da residência onde ambos estavam. Conforme o boletim de ocorrência, o agressor desferiu golpes principalmente na cabeça para evitar marcas aparentes. A mulher informou ainda que chegou a perder a consciência durante as agressões e ouviu o investigado afirmar que, caso ela morresse, colocaria seu corpo no veículo do pai e o lançaria de um viaduto. Ela apresentava hematomas pelo corpo, foi encaminhada para exame de corpo de delito e comunicou o novo descumprimento da medida protetiva.
Uma ação entre a Polícia Civil de Roraima e a Polícia Civil do Paraná, prendeu o investigado, de 43 anos, procurado pela Justiça de Roraima em razão dos sucessivos descumprimentos de medida protetiva concedida em favor da ex-companheira. A prisão ocorreu em Curitiba (PR).
Conforme a PCRR, mesmo diante das determinações judiciais, continuou perseguindo a vítima. Encaminhava mensagens ofensivas e ameaçadoras, assim como fazia acusações contra o atual companheiro da mulher. Também provocava intenso abalo emocional à mulher e aos filhos.
Os registros policiais apontaram que, mesmo após reiteradas intervenções do Poder Judiciário, ele persistiu nas condutas criminosas. Com base no histórico de reincidência e no risco à integridade física e psicológica da vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.
A delegada Carolina Huppes ressaltou que a Operação Nacional Mulher Segura reforça o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção das mulheres e o combate à violência doméstica.
“Nenhum agressor pode acreditar que o descumprimento de uma medida protetiva ficará sem resposta. Sempre que houver risco à vítima e o desrespeito às decisões judiciais, a Polícia Civil atuará com firmeza para garantir a responsabilização dos autores e preservar vidas”, disse a delegada.
A delegada reforçou que mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar devem denunciar qualquer agressão, ameaça ou descumprimento de medida protetiva. A denúncia segundo ela, é essencial para que as medidas legais sejam adotadas rapidamente, interrompendo o ciclo da violência e garantindo maior proteção às vítimas.
Fonte: Da Redação
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