Delegacia de Defesa da Infância e Juventude - Foto: Ascom Polícia Civil de Roraima
A Polícia Civil de Roraima concluiu a investigação contra um casal que se apresentava como pastor e pastora evangélicos e indiciou os dois por crimes sexuais contra adolescentes. Segundo a corporação, W.L.S., de 32 anos, e A.K.M.S., de 24 anos, foram apontados por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.
O inquérito teve a condução da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e começou após uma denúncia registrada em 23 de abril de 2026, feita por representantes de uma adolescente de 14 anos. A partir do relato, a equipe policial iniciou as diligências com apoio do Departamento de Inteligência (DEINT), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP).
Durante a investigação entre abril e junho deste ano, a Polícia Civil reuniu provas técnicas, ouviu testemunhas. Do mesmo modo, analisou documentos e identificou 11 possíveis vítimas, com idades entre 12 e 17 anos. Outras cinco vítimas decidiram não prestar depoimento.
Conforme a investigação, W.L.S. teria utilizado a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das adolescentes e facilitar a prática dos crimes. A polícia também apontou que a esposa dele, A.K.M.S., teria participado da aproximação com as vítimas e auxiliado nas condutas investigadas.
Segundo o relatório da DPCA, o casal teria utilizado argumentos religiosos para manter as adolescentes sob influência. E oferecido dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para tentar impedir denúncias. Assim, a investigação também identificou suspeitas de tentativa de ocultação de provas.
Além do casal, a polícia também indiciou a jovem R.B.L.S., de 20 anos, por fraude processual e corrupção de menores. Segundo a Civil, ela teria participado então da destruição de informações armazenadas no celular de W.L.S. Isso com auxílio de uma adolescente e de uma das vítimas.
Ainda conforme a investigação, para ocultar a destruição do aparelho, W.L.S. orientou uma vítima a registrar um boletim de ocorrência informando falsamente o desaparecimento do celular.
A Polícia Civil informou que W.L.S. foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança, adolescente.
A.K.M.S. foi indiciada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Já R.B.L.S. responderá, segundo a polícia, por fraude processual e corrupção de menores.
Por fim, o inquérito teve encaminhamento ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis. A delegada responsável pela investigação também representou pela prisão preventiva dos dois líderes religiosos.
Fonte: Da Redação
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