PRF faz apreensão recorde de quase 400 kg de mercúrio em Roraima

Material foi avaliado em R$ 800 mil. Essa foi a maior apreensão do metal tóxico no estado

PRF faz apreensão recorde de quase 400 kg de mercúrio em Roraima
Foto: Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária de Roraima (PRF) fez a maior apreensão de mercúrio da história de Roraima nesse domingo, 29, na BR-401 e BR-432. A ação, coordenada pela Comunidade de Polícias da América (Ameripol), contou com o apoio da Guarda Civil Municipal de Bonfim.

Na primeira abordagem, a equipe parou um carro com três ocupantes, que seguia na BR-401 sentido Bonfim-Boa Vista. Eles informaram que retornavam de Lethem, a passeio, sem nenhuma compra, o que levantou suspeitas.

No porta-malas do veiculo foi encontrada uma placa metálica fundida à estrutura do assento traseiro. Após inspeção, foi encontrado alguns cilindros escondidos. O material foi identificado como mercúrio, num total de 217,8 kg, adquiridos na Guiana, e que, conforme a PRF, seria utilizado em garimpo ilegal.

O condutor de 47 anos foi preso por contrabando e crime ambiental.

Logo em seguida, já na BR-432, uma mini van que seguia sentido Cantá-Rorainópolis também foi abordada. Nele foram encontrados mais 5 cilindros de mercúrio, totalizando 181 kg.

Outro veículo que seguia em comboio, ao ser abordado, descartou um celular na estrada, que foi encontrado em seguida.

Os dois automóveis foram apreendidos e, além disso, quatro pessoas foram detidas.

Histórico

Esta é a maior apreensão de mercúrio no estado, com um valor aproximado de R$ 800 mil. Em 2024, outra grande apreensão de 104 kg, feita pela Polícia Federal, também teve a mesma origem e ocorreu no município de Bonfim, fronteira com a Guiana. Conforme a PRF, a maior apreensão da corporação ocorreu em 2023, na BR-230, Transamazônica, em Altamira.

O mercúrio é um metal tóxico usado no garimpo ilegal para separar ouro. A queima libera vapores tóxicos e o descarte contamina rios e peixes, causando, assim, graves danos neurológicos e psicomotores à populações indígenas e ribeirinhas.

Fonte: Da Redação

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