Capitão Helton Jhon - Foto: Reprodução
Um capitão da Polícia Militar de Roraima (PMRR) que atuava na segurança do governador Antonio Denarium (Progressistas) é investigado por um duplo homicídio no Cantá, interior de Roraima.
O capitão Helton Jhon Silva de Souza, 48 anos, era ajudante de ordem (chefe de uma das equipes de segurança) e fazia parte da segurança do governador desde dezembro de 2018.
De acordo com as investigações, o capitão esteve no local do crime no dia em que os assassinatos ocorreram. As vítimas são os produtores Flávia Guilarducci, de 50 anos, e Jânio Bonfim de Souza, de 57 anos.
A mulher teria gravado um áudio em que registrou a voz do capitão Helton quando discutiam sobre uma disputa de terras. O áudio foi exibido por uma rede de TV local na manhã desta quinta-feira (2).
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) apura o crime e a linha linha de investigação segue sobre a disputa de terras que envolve um produtor que, conforme informações é amigo próximo do segurança do governador.
O crime ocorreu no dia 23 de abril na Vicinal do Surrão, no Cantá. No áudio é possível ouvir o barulho de seis tiros e gritos do casal. O homem morreu no dia seguinte e a mulher ficou em estado grave, mas morreu no dia 28 no Hospital Geral de Roraima (HGR).
Na quarta-feira (24) dois suspeitos do crime foram presos: um de 53 anos e um de 35. A Polícia Civil pediu a prisão do produtor, mas a Justiça anda não acatou.
A reportagem entrou em contato com o Governo de Roraima e também com o capitão Helton, mas não obteve resposta.
Após o crime, os agentes da delegacia iniciaram as investigações. Eles apuraram que a mesma testemunha que prestou socorro ao casal, também recebeu ameaças de quatro homens no dia anterior.
A testemunha e o agricultor haviam combinado de fazer uma plantação de feijão numa parte da terra. Na segunda-feira a testemunha olhava o local onde fariam a plantação quando chegaram os quatro homens e um deles estava armado com uma pistola calibre 380.
“Eles foram na propriedade e encontraram a testemunha que é um policial militar da reserva. Eles fizeram a ameaça afirmando que o casal havia invadido as terras deles e, logo depois, foram embora”, relatou o delegado.
De acordo com o relato da testemunha, que ainda chegou a conversar com o agricultor sobre as ameaças, este afirmou que a terra lhe pertencia e estava toda documentada.
“A vítima disse a essa testemunha que era dono da terra e que tinha toda a documentação comprobatória, mas que já tinha recebido outras ameaças anteriormente dos suspeitos e, inclusive, registrado um Boletim de Ocorrência dessas ameaças”, disse o delegado.
Com base nessas informações, os policiais iniciaram as investigações e conseguiram localizar dois dos suspeitos e prendê-los em flagrante delito por homicídio na manhã desta quarta-feira.
Segundo o delegado, as investigações apontaram que os dois homens estiveram numa loja e compraram munição e também estavam juntos quando as vítimas tiveram suas terras invadidas e foram baleadas.
Diligências estão sendo realizadas de forma contínua para localizar os outros dois homens que continuam foragidos.
Após a prisão, os suspeitos foram interrogados pelo delegado, acompanhados de um advogado, e usaram o direito constitucional de somente falar em juízo. Eles foram encaminhados ao IML (Instituto Medicina Legal) onde passaram por exames de integridade física e apresentados amanhã, dia 25, na Audiência de Custódia.
Em nota, a Casa Militar do Governo de Roraima informou que, ao ser comunicada a respeito do processo investigatório sobre o referido militar, tomou providência imediata de afastá-lo e exonerá-lo das funções que exercia junto à equipe de segurança. Além disso, também o apresentou ao comando da Polícia Militar de Roraima para responder ao devido processo legal.
Esclareceu também que no dia do fato, o militar acusado de participação no crime estava de folga e não estava em serviço.
Ressaltou ainda que o chefe da segurança é o secretário-chefe da Casa Militar de Roraima. O referido militar compõe uma de várias equipes de segurança da Governadoria.
A Polícia Militar, por meio da Corregedoria-Geral, esclareceu que está acompanhando o caso, juntamente com a Polícia Civil, e tomará todas as providências legais pertinentes ao fato em conjunto com as autoridades policiais e judiciais.
A Polícia Militar de Roraima informou que, até o presente momento, não foi informada oficialmente sobre a mencionada investigação conduzida pela Polícia Civil de Roraima.
Sendo assim, buscará informações mais precisas sobre os autos do inquérito policial, a fim de se posicionar especificamente sobre o caso.
A PMRR finalizou ao afirmar que ressalta o seu compromisso com a estrita legalidade, e não tolera qualquer desvio ético ou conduta ilícita nas fileiras da corporação.
Fonte: Da Redação
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