Foto: Divulgação/Secom
Um técnico de radiologia foi preso em flagrante após vender exames de ressonância magnética no valor de R$ 600 a pacientes dentro do próprio Hospital Geral de Roraima (HGR). Sendo que o serviço é ofertado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A prisão aconteceu nesta segunda-feira, 1º, na unidade de saúde.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) outras duas pessoas intermediavam as vendas dos exames juntamente com o servidor.
Conforme a secretária adjunta da Secretaria de Saúde (Sesau), Juliana Gomes, assim que tomou conhecimento dos fatos, buscou apoio imediato para a realização do flagrante, assim como a identificação dos envolvidos.
Ela relatou que, por volta das 18h, uma paciente chegou ao HGR para realizar exame, sendo recebida por um intermediário. Ele apenas recebeu o dinheiro e a orientou a entrar. Nesse momento, no local, o técnico a atendeu.
“Ele a buscou, levou para fazer o exame e só liberou a paciente após a confirmação do PIX. Prontamente, acionei a doutora Eliane [Gonçalves, secretária da Segurança Pública], para que realizasse o flagrante, assim sendo feito”, explicou.
A secretária de Segurança Pública, Eliane Gonçalves, disse que após receber a ligação da secretária adjunta da Sesau, que também enviou dois vídeos do servidor conversando com alguns pacientes que estavam na recepção, iniciou as diligências.
Eliane ressaltou durante a abordagem, o suspeito confessou o crime espontaneamente. Os agentes da Sesp solicitaram que ele ligasse para um dos comparsas que, visivelmente desconfiado, passou a enviar mensagens com visualização única.
Inicialmente realizaram as diligências para localizar o casal envolvido. Identificaram os endereços e solicitaram a prisão preventiva dos suspeitos. Eliane reforçou que tomaram as precauções necessárias dentro da unidade para não comprometer o atendimento aos pacientes.
“Utilizei uma vestimenta como se eu fosse uma médica para ter acesso a ele sem despertar curiosidade ou alertar o acusado. Os três agentes que me acompanhavam também estavam vestidos à paisana. Nós só o retiramos do local depois de falar com a chefe dele por telefone e aguardar a chegada de um servidor para substituí-lo no guichê dos exames, para não prejudicar ninguém”.
A secretária acrescentu que a operação ocorreu de forma discreta e sem causar alarde, destacando, pportanto, que o conduziram o suspeito sem que ninguém percebesse que se tratava de uma prisão. “O homem nos acompanhou de forma tranquila e pacífica, sem causar qualquer transtorno aos pacientes que estavam no local”, esclareceu.
A secretária adjunta da Sesau, Juliana Gomes, reiterou que esse tipo de ocorrência é inadmissível. E que precisam combater com rigor nas unidades de saúde estaduais.
“A gestão estadual irá fazer uma busca para identificar e coibir possíveis práticas criminosas que estejam sendo realizadas nas unidades de Saúde do Estado”, adiantou.
De acordo com ela, nenhum serviço do SUS é vendido. “Ainda mais dentro de uma unidade hospitalar de alta complexidade, como o HGR. Onde a maioria dos pacientes que realiza ressonância magnética é composta por pessoas que sofreram AVC ou por pacientes oncológicos, que acabam tendo atraso em seus tratamentos por causa dessas interferências”, complementou.
Fonte: Da Redação
Recolhimento voluntário dos produtos ocorreu por desvio de qualidade
Sessão presencial havia sido inicialmente marcada para as 11h desta terça-feira, 2
A decisão foi tomada após o IFRR identificar conflito entre a data do vestibular e…
Suspeito foi detido no local de trabalho, no momento em que recebeu o material comprado…
Interessados podem se candidatar até 5 de junho para atuar nos concursos de Quadrilhas Juninas…
Na capital, 1.682 pessoas serão capacitadas presencialmente para as funções de presidente e 1º mesário