Arte/Metrópoles
A ostentação nas redes sociais, o fluxo milionário de dinheiro e a ausência de renda formal compatível estão entre os principais pontos analisados pela Polícia Federal em uma investigação que apura um suposto esquema de contrabando de diamantes e lavagem de dinheiro em Roraima e que coloca família do ex-governador do Estado, Antonio Denarium, no centro dos holofotes da imprensa mais uma vez.
Uma reportagem publicada pelo Metrópoles na manhã desta terça-feira, 12, cita que entre os investigados está o empresário Fabrício de Souza Almeida, sobrinho de Denarium. Conforme documentos das diligências, a PF identificou publicações em redes sociais que mostravam veículos de luxo, viagens e uma rotina de alto padrão financeiro.
Em uma das postagens analisadas pelos investigadores, um familiar se refere a Fabrício como “the diamond king”, expressão em inglês que significa “rei do diamante”. Segundo o jornal de repercussão nacional, o conteúdo acabou incorporado ao inquérito como elemento contextual da apuração.
Ainda de acordo com a reportagem, a PF afirma que o sobrinho do ex-governador não possuía vínculos empregatícios formais identificados nos levantamentos preliminares ou fontes de renda compatíveis com o patrimônio apresentado. Outro investigado citado no inquérito, Zaqueu Pavão Barros, também não apresentaria atividade profissional formal compatível com o padrão financeiro observado.
As suspeitas teriam aumentado após análises de movimentações bancárias consideradas atípicas. Segundo o Metrópolies, conforme os investigadores, uma empresa ligada a Fabrício movimentou milhões de reais mesmo sem possuir funcionários registrados, veículos ou estrutura operacional aparente.
A PF também teria identificado indícios de possível uso de “laranjas” para ocultação patrimonial. De acordo com o jornal, um dos casos citados envolve Valdete Ribeiro da Silva, servidora vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). De acordo com a investigação, os vencimentos declarados por ela seriam incompatíveis com veículos de alto valor registrados em nome dela.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram ainda movimentações suspeitas envolvendo empresas e pessoas ligadas ao suposto esquema. Os documentos indicam circulação pulverizada de recursos, saques elevados em espécie e transferências sem justificativa econômica clara, conforme revelou a reportagem.
O Roraima em Tempo entrou em contato com o ex-governador para posicionamento e aguarda retorno. A reportagem tenta contato com a defesa de Fabrício Almeida e dos outros citados. O espaço está aberto para manifestação.
Fonte: Da Redação com informações do Metrópoles
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