Violência contra a mulher atinge nível recorde: Brasil registra 1,4 mil feminicídios em 2025

Conforme levantamento, média é de quatro mulheres assassinadas por dia no país

Violência contra a mulher atinge nível recorde: Brasil registra 1,4 mil feminicídios em 2025
Imagem ilustrativa: Reprodução

O Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, entre janeiro e dezembro do ano passado, foram contabilizados 1.470 casos em todo o país. O número supera o recorde anterior, registrado em 2024, quando 1.464 mulheres foram vítimas desse tipo de crime, conforme reportagem da TV Imperial.

Ainda conforme o levantamento, a média é de quatro mulheres assassinadas por dia no país. A taxa é a maior registrada nos últimos 10 anos. Além disso, o mês de abril concentrou o maior número de ocorrências. com 233 casos.

Roraima

Do mesmo modo, na última edição do Atlas da Violência, mostrou que Roraima teve a maior taxa de assassinatos contra mulheres no ano de 2023, com 10,4 casos para cada 100 mil habitantes.

A advogada, Anne Bittencouth, explicou o que é o crime de feminicídio no Brasil. A pena pode variar entre 20 a 40 anos de prisão.

“O crime é aquele homicídio praticado em virtude do gênero. Ou seja, não é um homicídio simples. A mulher morre pelo fato de ser mulher. Geralmente a violência acontece em ambientes familiares mas não necessariamente é somente neste ambiente”, ressaltou.

A especialista em Segurança Pública, Carla Domingues, aponta os principais estigmas que podem então explicar o aumento da violência contra a mulher.

“Existe uma sociedade machista. As mulheres morrem simplesmente pelo fato de serem mulheres. Quando analisados os dados no Brasil, se nota questões como o contexto social e misoginia. Para combater a violência, é preciso trabalhar políticas públicas de prevenção da violência contra a mulher, isso é um fato”, explicou.

Carla afirmou que para que ocorra uma mudança de cultura, é preciso um trabalho de base.

“É preciso combater a misoginia. Isso só é possível por meio da valorização do profissional de educação, Secretaria de Segurança Pública, para que a gente perceba se de fato esses índices vão reduzir. Se a raiz do problema é o machismo, então, precisamos trabalhar o assunto dentro das famílias através da educação preparando os adolescentes para respeitar a mulher”, acrescentou.

Para denúncias sobre violência, basta entrar em contato com a Central de Atendimento contra a mulher, pelo 180. A ligação é gratuita e feita em qualquer hora para qualquer região do Brasil.

Fonte: TV Imperial

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