Política

Comissão de Mulheres pede investigação de Ruan Kenobby por violência doméstica

A Comissão de Mulheres da Câmara Municipal de Boa Vista (CMBV) pediu à Comissão de Ética da Casa a investigação do vereador Ruan Kenobby (PV) por suspeita de violência doméstica.

No dia 2 deste mês, a companheira do parlamentar registrou a ocorrência na Polícia Civil.  No boletim, a mulher alega que Kenobby a agrediu com socos e tapas dentro do veículo em que estavam.

Contudo, horas depois de registrar o caso, ela retornou à delegacia e mudou o depoimento.  O político disse que “acertou o rosto da mulher” quando se defendia das agressões dela.

Por isso, a Comissão solicita apuração do caso. A reportagem entrou em contato com a Câmara Municipal de Boa Vista e aguarda resposta.

Hoje (8) Kenobby informou ao Roraima em Tempo que acompanha o caso com “tranquilidade”.

“Os fatos relatados por ela mesmo na retificação expõe o contexto real do que aconteceu. Acredito que o papel da Câmara é averiguar os fatos e tomar as medidas cabíveis caso seja comprovado crime. Aguardarei o decorrer das investigações para me manifestar. Acredito que tudo será esclarecido e a verdade irá prevalecer nessa situação isolada entre um casal”, disse.

A equipe de reportagem também ligou para a companheira de Kenobby. Entretanto, um homem que se identificou como pai da vítima atendeu à ligação e informou que ela havia saído e deixado o celular com ele.

Relembre

Conforme o boletim de ocorrência, a violência ocorreu no trajeto do bairro Aparecida ao bairro Centenário.  À polícia, a mulher relatou que essa foi a terceira vez que sofreu violência do vereador e pediu medida protetiva de urgência.

Horas depois ela mudou o depoimento. Procurada pela redação, um homem que disse que é pai dela, atendeu à ligação e falou que não estava em casa. Disse também que a mulher estava dormindo. Mais tarde, em nova ligação, o homem passou o telefone para a vítima que disse que “já estava tudo resolvido” e que não vai se manifestar sobre o caso.

Ruan Kenobby confirmou que agrediu a esposa, mas para para se defender. “Fomos embora, e no meio do caminho ela surtou com ciúmes de uma garota. No caminho da nossa casa ela deu tapa na minha cara e começou a me agredir […]Na hora de [me] defender acertei o rosto dela, só que ela já estava me agredindo. Nada justifica tal ato, mas essa é a verdade”, concluiu.

Por Redação

Yara Walker

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