O Exército monitora a situação na Venezuela e mantém tropa mobilizada na fronteira com o país, em Roraima, após o ataque dos Estados Unidos a Caracas e a captura do ditador Nicolás Maduro, anunciada por Donald Trump, neste sábado (3).
A primeira avaliação de militares brasileiros é a de que a ação norte-americana foi pontual, para captura do líder venezuelano, e sem maiores repercussões operacionais ao Brasil.
Até as primeiras horas desta manhã, não foi notado fluxo atípico de imigrantes deixando a Venezuela a partir de Santa Elena de Uairén, cidade vizinha da brasileira Pacaraima (RR).
Contudo, o aumento do número de refugiados chegando ao Brasil é uma consequência esperada após a ação militar dos EUA no território venezuelano.
Pacaraima, localizada ao norte de Roraima, tem um Pelotão Especial de Fronteira. A unidade militar tem homens de prontidão e é reforçada desde 2024, com o crescimento da tensão no país vizinho.
A Força-Tarefa Logística Humanitária (FT Log Hum) da Operação Acolhida, fez um comunicado oficial sobre a atuação na fronteira, após ataque dos EUA por ordem de Donald Trump à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.
Conforme a Operação, o cenário na fronteira está estável e tranquilo. Por hora, o fluxo migratório de pessoas em Pacaraima, encontra-se normalizado, ordenado e seguro. Informou que os brasileiros que estão na Venezuela estão autorizados a saírem. A Força-Tarefa reforçou que de todo modo, estão preparados para cenários de aumento de fluxo migratório.

