Dilma Costa e Régys Freitas - Foto: Divulgação
As exonerações do agora ex-controlador-geral do Estado, Régys Freitas, assim como de Dilma Costa, agora ex-presidente do Iteraima (Instituto de Terras de Roraima), foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 8 de abril, que foi disponibilizado nesta quinta-feira, 10.
O governador Antonio Denarium (Progressistas) exonerou Régys Freitas após determinação da Justiça, a pedido da Polícia Federal (PF).
A instituição investiga o ex-controlador em um esquema de desvio de verbas da época em que ele atuava como reitor da Universidade Estadual de Roraima (Uerr), estimado em mais de R$ 100 milhões.
Na última terça-feira, 8, ele foi alvo da Operação Cisne Negro da PF. Na ocasião, as equipes cumpriram diversas medidas cautelares determinadas pela Justiça Estadual de Roraima. Como por exemplo, busca e apreensão, sequestro de bens, apreensão de veículos e bloqueio de valores.
A PF também apreendeu R$ 7.800, US$ 6.015 e € 4.080. O ex-controlador também teve que colocar tornozeleira eletrônica.
Por outro lado, a exoneração de Dilma Costa do Iteraima aconteceu após o Ministério Público de Roraima (MPRR) entrar com ação na Justiça solicitando o seu afastamento.
Dilma passou de testemunha à investigada na CPI da Grilagem de Terras da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).
Além disso, ela foi condenada pelo TCU, por irregularidades na destinação de lotes de assentamento da reforma agrária, referente à época em que atuava como superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de modo que está impedida de ocupar cargo público federal por cinco anos.
O MPRR também moveu duas outras ações contra a ex-presidente do Iteraima, ambas decorrentes de atos de improbidade. Uma delas resultou em um acordo, enquanto na outra, o MPRR já se recusou em firmar novo acordo. Isso porque, segundo o órgão, Dilma voltou a cometer ato ilícito, demonstrando recusa em adotar comportamentos adequados à função pública e à moralidade administrativa.
Da mesma forma, o Ministério Público também protocolou ação na Justiça contra Dilma Costa. Os dois casos por atos de improbidade administrativa. Conforme o órgão, o primeiro processo resultou em um acordo entre as parte. No segundo, o MPRR se recursou a firmar um acordo, visto que a então presidente do Iteraima voltou a cometer irregularidades.
Fonte: Da Redação
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