Política

Prefeito Arthur Henrique desmente insinuações e prova que contrato de fardamento escolar pode ser consultado no Portal da Transparência

O prefeito Arthur Henrique (MDB) usou suas redes sociais nesta quinta-feira, 4, para esclarecer dúvidas em relação ao contrato de fardamento escolar da Rede Municipal de Ensino. A publicação foi uma reposta a insinuações sobre falta de acesso às informações por parte de vereadores.

No vídeo, o prefeito reafirmou que todos os dados estão disponíveis de forma pública e acessível a qualquer cidadão, no Portal da Transparência da Prefeitura. “Esse é o portal da transparência da Prefeitura. Vocês pesquisam no Google ‘transparencia.boavista.rr.gov.br’ e vai aparecer esse portal. Lá na área de contratos, eu filtrei por ‘uniforme’ e está aqui o contrato”, explicou Arthur.

Informações do contrato no Portal da Transparência

O gestor também rebateu a ideia de que um contrato milionário seria sinônimo de superfaturamento. Ele lembrou que a Rede Municipal atende 54 mil alunos, e que qualquer compra em grande escala naturalmente gera valores elevados.

“Se eu comprar para cada um deles uma pequena caixa de 12 lápis de cor, que custa na faixa de 19 reais, a conta é essa aqui pessoal: 1 milhão e 26 mil reais. Ou seja, se eu comprar um único item de 19 reais para todas as crianças da rede municipal, eu já tenho um contrato milionário. Então, contratos de milhões em uma Secretaria de Educação para 54 mil alunos é extremamente comum. Então aqui não existe crime, não existe superfaturamento”, disse.

Escândalos

Arthur fez ainda uma comparação com escândalos recentes investigados pela Polícia Federal, que realizou uma operação para apurar desvio de verbas na merenda escolar do Governo de Roraima, envolvendo a entrega de peixes mais baratos no lugar de tambaqui.

“Crime é o gestor público que compra tambaqui para as escolas e deixa ser entregue piramutaba. Aqui a gente comprou calça helanca, seus filhos receberam calça helanca. Nós compramos jaqueta tactel, seus filhos receberam jaqueta de tactel”, afirmou.

Dessa forma, o prefeito justificou que a reprovação do requerimento na Câmara Municipal se deu justamente porque os vereadores já têm acesso às informações no Portal da Transparência.

“O requerimento foi reprovado dentro da Câmara pelo simples fato de todas essas informações estarem públicas e qualquer pessoa pode acessar, inclusive os vereadores que usaram esse requerimento como palanque político. Então, aqui nós temos a informação entregue para todo mundo”, concluiu.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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