Publicada exoneração de Airton Cascavel

Com isso, Denarium deve escolher o 9º secretário em pouco mais de dois anos e meio de gestão

Publicada exoneração de Airton Cascavel
Atuação de Cascavel teria acontecido entre maio e junho de 2020 – Foto: Reprodução/Facebook/Airton Cascavel

A exoneração de Airton Cascavel do cargo de secretário da Saúde foi publicada hoje (22). O decreto é assinado pelo governador Antonio Denarium (sem partido).

Com isso, Denarium deve escolher o 9º secretário em dois anos e meio de gestão. Cascavel estava há apenas dois meses à frente da Saúde.

Na terça-feira (20), o Palácio do Governo disse que ele tinha se afastado. Contudo, fontes do Roraima em Tempo confirmaram que ele não voltaria para o cargo.

A Coluna Roraima Alerta já citou os nomes que estão sendo avaliados para substituir o empresário. A princípio, o adjunto Alexandre Salomão vai responder. (Leia aqui)

Quem já passou pela Sesau?

A Secretaria de Saúde já teve oito nomes: Airton Wanderley, Élcio Franco, Cecília Lorenzom, Allan Garcês, Francisco Monteiro, Olivan Junior, Marcelo Lopes e Airton Cascavel.

Durante a gestão de Olivan, por exemplo, ele pediu uma intervenção federal na Pasta. De acordo com ele, era a única maneira de melhorar a Saúde.

Na pandemia foram quatro nomes, ou seja, metade ficou em apenas 16 meses. Assim, fontes do Palácio avaliam que a secretaria é o “gargalo” de Denarium.

Cascavel

Segundo o governador, Cascavel era experiente e, por isso, podia ocupar o cargo. Em sessão na Assembleia Legislativa, ele disse que não queria a função, mas aceitou.

No mesmo dia em que deu a declaração, a CPI da Covid, no Senado, aprovou o depoimento dele para explicar as ações da União no combate à pandemia.

Cascavel disse que irá e acrescentou que é uma oportunidade de falar sobre as medidas do governo de Jair Bolsonaro.

O empresário deve esclarecer aos senadores a aplicação das verbas federais no enfrentamento à Covid-19, no tempo em que ficou no cargo.

Além disso, Airton Cascavel está sendo investigado por suspeita de compra de votos nas eleições de 2018. O processo será julgado no dia 25 de agosto.

Investigações

A Secretaria de Saúde é alvo de investigações, sobretudo, por suspeita de contratos ilegais para desviar dinheiro público.

No ano passado, a Polícia Federal fez as Operações Vírion e Desvid-19, que apuram lavagem de dinheiro de R$ 20 milhões.

A polícia fala que as fraudes começaram em 2019, já na gestão de Denarium. Chico Rodrigues (DEM), Mecias de Jesus (Republicanos) e Telmário Mota (Pros) fazem parte dos esquemas, de acordo com a PF.

Depois que os esquemas se tornaram públicos, o governador decretou uma intervenção na Saúde. Mas, os problemas não foram solucionados.

Secretariado

Mas Cascavel não é o único citado em crime supostamente cometido. Ao menos cinco secretários estão citados em processos judiciais.

Flamarion Portela, da Casa Civil, teve o mandato de governador cassado em 2004 e ficou inelegível por ter utilizado programas sociais do Estado para se promover.

Uma ação na Justiça pede a exoneração imediata de Flamarion. Ele também está envolvido no “Escândalo dos Gafanhotos”, esquema que lavou dinheiro da Assembleia Legislativa de Roraima.

Gerlane Baccarin também responde a processo de improbidade administrativa por supostamente ter recebido salário por dois cargos públicos ao mesmo tempo. Entretanto, ela nega as acusações do Ministério Público.

Edison Prola, da Segurança Pública, se envolveu no caso em que o Governo de Roraima custeou a vinda de um MC do Rio de Janeiro para a festa de aniversário da deputada federal Shéridan (PSDB), à época esposa de José de Anchieta, primeira-dama do estado. O militar teve que devolver dinheiro aos cofres públicos.

Outro também acusado de improbidade administrativa é o secretário da Justiça e Cidadania, André Fernandes. O MPRR denunciou o gestor por levar presos do regime fechado para fazer uma obra particular na residência dele em Boa Vista.  Ele se tornou réu na última semana.

Ângela Maria, da Representação em Brasília, também teve o nome citado em esquema de lavagem de dinheiro em Alagoas. A reportagem revelou documentos com exclusividade.

Por Redação

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