Airton Cascavel era considerado braço-direito do então ministro Eduardo Pazuello - Reprodução/Facebook
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu hoje (4) uma decisão favorável para que Airton Cascavel fique calado na CPI da Covid-19.
Cascavel teve convocação aprovada no fim de maio. O empresário está com depoimento marcado para amanhã (5). Em contrapartida, ele pediu à Corte um habeas corpus na tarde de hoje.
“[…] concedo parcialmente a ordem de habeas corpus, para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia assegure ao paciente Airton Antônio Soligo: o direito ao silêncio, isto é, de não responder a perguntas que possam, por qualquer forma, incriminá-lo, sendo-lhe, contudo, vedado faltar com a verdade relativamente a todos os demais questionamentos”, cita a decisão.
A defesa do ex-secretário de Saúde de Roraima disse que não ficou claro se ele iria depor aos senadores na condição de testemunha ou investigado.
Cascavel é ex-assessor do Ministério da Saúde, na gestão do general Eduardo Pazuello. Ele é suspeito de usurpação de função pública, ou seja, usar o cargo de assessor sem ter sido nomeado.
Cascavel trabalhou, oficialmente, de junho de 2020 a março de 2021. Entretanto, as articulações informais ocorreram antes desse período. Uma delas publicada pelo Roraima em Tempo, na qual o empresário ajudou o governo a conseguir uma doação de insumos para combate à pandemia da Covid-19.
Ele deixou o cargo após a saída do general, em março deste ano. Todavia, ganhou o cargo de secretário da Saúde de Roraima.
O governador Antonio Denarium (sem partido) disse que a experiência dele no ministério serviria para ajudar a Saúde. A nomeação dele ocorreu em 3 de maio, mas a queda veio pouco tempo depois, em 20 de julho.
Cascavel deixou a secretaria 12 dias após o pedido do Ministério Público Federal do Distrito Federal (PF) para investigá-lo por usurpação de função pública. Depois disso, os senadores o convocaram imediatamente para depor.
O empresário é investigado também por crimes eleitorais. Um dos processos apura a compra de votos encabeçada por ele na Raposa Serra do Sol, extremo Norte de Roraima. O pedido diz que Cascavel foi à Comunidade Willimon e comprou votos em troca de bens.
O esquema, conforme os documentos, era em benefício da campanha de Denarium. Em seguida, o governador, já eleito, o convidou para ser presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). Por outro lado, o nome não foi aceito pelos deputados estaduais.
Além disso, Cascavel é suspeito de compra de votos nas eleições de 2018 em Caracaraí, região Sul de Roraima. Cada voto, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE) custou R$ 100. O deputado Éder Lourinho (PTC) é acusado no mesmo processo, mas nega participação.
Naquele ano, Cascavel tentava voltar à Câmara dos Deputados, mas perdeu o pleito e está como suplente. Éder se elegeu. O processo vai a julgamento no próximo dia 25 de agosto.
Por Redação
Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana
Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto
Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…
Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…
Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…
Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…