Ex-deputado Jalser em sessão na Assembleia - Foto: Divulgação/ALE-RR
O ex-deputado estadual Jalser Renier será ouvido nesta segunda-feira (11) pela Justiça de Roraima. Ele é suspeito de mandar sequestrar o jornalista Romano dos Anjos. As audiências acontecem no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva e seguem até quarta-feira (13). Os policiais suspeitos de envolvimento no crime também prestam depoimento hoje.
Renier está em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde agosto deste ano. A determinação da Justiça resulta de um pedido da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), após uma briga física entre Renier e o deputado Jorge Everton (União).
Jalser também está proibido de manter qualquer tipo de contato, interação ou fazer referência aos deputados Jorge Everton, ao presidente da Casa Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), e demais testemunhas envolvidas no caso do sequestro do jornalista Romano dos Anjos. Renier também deve manter distância de 300 metros das vítimas e de todas as testemunhas.
A defesa do ex-deputado pediu a revogação das medidas cautelares, mas o desembargador Ricardo Oliveira negou.
Na noite de 26 de outubro de 2020, Romano dos Anjos e a esposa Nattacha Vasconcelos, estavam em casa quando foram surpreendidos por homens encapuzados.
Após usarem técnicas policiais para imobilização, os criminosos amarraram a mulher e sequestraram Romano. Em seguida, usaram o carro do jornalista para a ação e incendiaram o veículo. Além disso, jogaram o celular da vítima em uma área de mata no meio do caminho.
Quase 12 horas após a invasão à residência do casal, um funcionário da Roraima Energia encontrou Romano no Bom Intento, zona Rural de Boa Vista. O jornalista sofreu tortura, que resultou em um braço quebrado, assim como em lesões nas duas pernas.
As investigações duraram quase um ano até que a Polícia Civil deflagrasse a primeira operação, a Pulitzer. Em 16 de setembro de 2021, o Ministério Público de Roraima (MPRR) e as polícias Civil e Militar prenderam seis policiais militares e um ex-servidor da ALE-RR.
Já no dia 1º de outubro, o MP deflagrou a segunda fase da operação, que resultou na prisão de Jalser Renier e mais três militares investigados pela força-tarefa criada para elucidar o caso.
Três dias depois, os deputados estaduais se reuniram e decidiram, por unanimidade, manter a prisão do parlamentar.
Entretanto, no dia 6 de outubro, o Superior Tribunal e Justiça (STJ), com justificativa de imunidade parlamentar, concedeu liberdade a Renier com uso de tornozeleira eletrônica.
No dia 26 do mesmo mês, o Ministério Público denunciou o deputado Jalser Renier por oito crimes no caso Romano dos Anjos. Em fevereiro de 2022, Jalser teve o mandato cassado na Casa Legislativa por quebra de decoro parlamentar.
Fonte: Da Redação
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