‘A maré não está pra peixe’ para o presidente da Câmara de Boa Vista

Genilson Costa foi denunciado por crimes graves e com provas fortes. Agora resta esperar a Justiça se posicionar

‘A maré não está pra peixe’ para o presidente da Câmara de Boa Vista
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Denúncia

O presidente da Câmara de Boa Vista, Genilson Costa, foi denunciado pelo Ministério Público por um esquema estruturado de compra de votos e outros crimes eleitorais. De acordo com as investigações, havia um esquema que funcionava de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre líderes, coordenadores e operadores de campo. Além disso, havia ainda o uso de dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral, caracterizando, assim, a prática de “caixa dois”.

R$ 4 milhões

As apurações também identificaram que milhares de eleitores foram cooptados com a movimentação de muito dinheiro. As anotações capturadas no celular do vereador Genilson apontam que o valor total movimentado pela grupo ultrapassa a cifra de R$ 4 milhões. Segundo o MPRR, esse valor é seis vezes maior que o declarado pelo presidente da Câmara. De onde ele tirou todo esse dinheiro?

Ajuda

Para comprar os votos com todo esse dinheirão, Genilson contou com o apoio do coronel Francisco Lisboa Júnior. Ele era subcomandante da Polícia Militar de Roraima (PMRR). De acordo com as investigações, ele usava o sistema da PMRR para saber se havia denúncia de compra de votos contra Genilson e avisava para que nada ocorresse. Mas nada adiantou, pois a Polícia Federal prendeu Genilson em flagrante no dia das eleições, em outubro de 2024. Ele tinha dinheiro, arma e até ouro não declarado em casa.

De pé

Alunos da rede estadual em Rorainópolis registraram um vídeo em tom de revolta pela falta de transporte escolar. Eles precisam caminhar por uma longa distância até chegar nas unidades de ensino. Uns estudam na Escola Eugênio Possamai, enquanto outros estudam na Escola José de Alencar. Revoltado, um dos jovens diz que o Governo não proporciona meios de transporte para estudar, mas se o aluno falta ou chega atrasado, aí a escola “pega no pé”. Este é mais um episódio da triste realidade da Educação do Estado.

Da Redação

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