Após as eleições, começa o corte de comissionados no Governo

Também já não teve entrega de brinquedos no Dia das Crianças, assim como não se ouve falar em um grande evento para o Dia do Servidor com sorteio de carro, motos e etc; a velha desculpa de falta de dinheiro vai voltar

Após as eleições, começa o corte de comissionados no Governo
Governador Antonio Denarium – Foto: Facebook

Resultado

A compra de votos é um problema que foi ressuscitado em Roraima nesta eleição de 2022. Nas últimas eleições, em 2016, 2018 e 2020, pouco se ouvia falar sobre isso. Mas neste ano, além de todo o contexto já mostrado aqui nesta coluna, os relatos por Boa Vista eram constantes. O resultado disso já havia sido anunciado anteriormente. Mas parece que ninguém quis ouvir. O Roraima em Tempo avisou da criação de quase 1.500 comissionados. Realizou, do mesmo modo, a cobertura jornalística de todo o processo de renovação do estado de calamidade por Covid-19 em ano de eleições. Enfim, a imprensa fez o seu papel.

Consequências

Algo que não precisa se revelar são as consequências de todo o jogo feito com a máquina pública para se ganhar uma eleição. No entanto, elas já estão batendo nas portas de cada cidadão de Roraima. A demissão de comissionados já está começando; o vice-governador eleito para trabalhar em prol da sociedade já voltou para a Secretaria de Infraestrutura; Do mesmo modo, não houve a entrega de 10 mil brinquedos no Parque Anauá no Dia das Crianças; além disso, hoje já são 18 de outubro, e ainda não se ouviu falar em um grande evento para o Dia do Servidor Público que será próximo dia 28. E tudo isso e muito mais foi avisado aqui nesta coluna.

Tudo em um preço

Se o voto tem um preço, as vezes ele poder ser bem alto. Pode custar a vida de um pai, de uma mãe, assim como de um filho. Porque quem é que vai cobrar pela falta de médicos e de remédios, quando já se entregou seu direito de cobrar por alguns reais? É muito importante o eleitor saber também, que aquele dinheiro que chegou à casa dele na última semana de eleições, já havia saído do bolso dele em forma de impostos. Os R$ 15 milhões que o Governo pagou por livros que nunca chegaram em Roraima, até agora não apareceram. Assim como os R$ 22 milhões que Denarium e o amigo de Hiran Gonçalves pagaram a um empresário de forma ilegal. E olha que a Justiça mandou que o empresário devolvesse esse último valor.

Começou pela Secretaria do vice

O corte nos comissionados após as eleições começou pela Secretaria de Infraestrutura (Seinf). A mesma de onde saiu Edilson Damião, o vice de Denarium. Quando ele saiu para ser candidato, deixou seu homem de confiança dirigindo a pasta, o engenheiro Emerson de Paula. Contudo, Edilson voltou a ocupar o cargo. Mas acontece que Denarium não nomeou Emerson em outro cargo. Porém, enviou um PL à ALE-RR pedindo a extinção de 3 comissionados e a criação de mais um cargo de secretário adjunto. precisa explicar mais alguma coisa? Só vale lembrar que o salário de adjunto é de R$ 17 mil e sai do bolso de quem elegeu o governador para manter acordos como esse.

Vende o dele e se apossa dos outros

O governador de Roraima, depois de vender diversos terrenos do Governo e botar outros vários à venda, agora quer desapropriar terrenos da Prefeitura de Boa Vista. Isso mesmo. Para isso, o Governo precisa da aprovação dos deputados. E adivinha? Assim como fizeram com o decreto da Covid e o da calamidade nos municípios, irão aprovar sem ressalvas. Conforme o PL do Governo, os três terrenos são para construir escolas. Veja bem: o Governo que mais fechou escolas, precisa desapropriar terrenos para construir novas unidades na capital.

Contratou até leiloeiro

Enquanto isso, a venda de terrenos do Estado segue livre e solta. Somente no Distrito Industrial Denarium já vendeu 14 lotes. Foram cerca de R$ 7 milhões arrecadados. Falta só aparecer esse dinheiro. No bairro Canarinho, ele colocou dois terrenos da Polícia Civil a venda. Esse o valor é impressionante: R$ 100 milhões. Em seguida, pediu novamente a aprovação da ALE-RR para vender o Parque Aquático do bairro Asa Branca e mais dois terrenos.  A soma dos três imóveis é de R$ 6.540.000,000. Por fim, quando se passou que pararia por aí, o Governo abriu edital para contratar um leiloeiro para vender bens e imóveis do Estado. E a questão não é a venda de tudo isso. É para onde vão todos esses milhões.

Perguntas:

  • A população está preparada para enfrentar a consequência da escolha?
  • Para onde vai todo o dinheiro da venda dos imóveis do Governo?
  • Onde estão os R$ 15 milhões dos livros e os R$ 22 milhões do acordo extrajudicial?

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