Após ter conversa com deputada exposta, invasor de terras se contradiz e nega ter falado com desembargadora sobre cassação de Denarium

Nos áudios vazados, o invasor de terras também diz que, em conversa com Disney Mesquita, o empresário afirmou estar “tudo resolvido”, quando se refere ao julgamento da cassação de Denarium; isso não foi esclarecido por ele

Após ter conversa com deputada exposta, invasor de terras se contradiz e nega ter falado com desembargadora sobre cassação de Denarium
Áudios foram amplamente divulgados – Foto: Reprodução

O ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), conhecido também por invadir terras no estado, se complicou mais do que se explicou nesta quarta-feira (12) após ter uma conversa com a deputada Aurelina Medeiros vazada em grupos de WhatsApp.

Nos áudios que foi amplamente divulgado nas redes sociais, ele afirma claramente durante o diálogo com a parlamentar que conversou com a desembargadora Tânia Vasconcelos em frente ao Canarinho. Disse que ela foi lá comer um churrasquinho e que, por acaso, ele também estava lá. Na ocasião, o invasor de terras afirma que falou com Tânia sobre o processo de cassação de Denarium. Até se gaba um pouco, dizendo que a desembargadora “gosta muito” dele.

Acontece que em um vídeo com “esclarecimentos” sobre o áudio vazado, o invasor de terras resolveu se desmentir sobre o encontro com a desembargadora Tânia Vasconcelos. Ele diz que não passou de “exemplo”. De quê? Isso ele não deixou claro.

“Quando eu cito a desembargadora Tânia Vasconcelos numa suposta conversa que eu tive com ela, ao encerrar o programa, eu esclareço a todos que essa conversa não houve. Ela não tinha acontecido. Portanto, fica claro que todas as vezes que me referi à doutora Tânia Vasconcelos, estava retratando um exemplo, que depois expliquei para os que estavam na sala”

Agora, sobre ter sugerido que o empresário Disney Mesquita deixou “tudo resolvido”, se referindo ao julgamento de Denarium, isso ele não negou que aconteceu. Mas o que ele teria deixado resolvido? Isso é mais uma coisa que só podemos imaginar.

Mas o que o invasor de terras não contava, é que aqui as pessoas acreditam na JUSTIÇA, uma estrutura séria e que merece o devido reconhecimento de todos. Tanto é que foi totalmente descredibilizado por onde passou com seu “esclarecimento”. Não podemos negar que o que ele fez foi um desrespeito sem tamanho com a desembargadora Tânia e com a Justiça.

Em seguida, o ex-servidor da ALE-RR começa outro assunto. Ele aproveita a repercussão para tentar se defender de coisas do passado, que o condena muito. Vamos relembrar um pouco a seguir:

Condenado a pagar meio milhão em indenização

O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) já o condenou a pagar R$ 500 mil por venda irregular de terrenos. O Ministério Público de Roraima (MPRR) entrou com ação contra ele em 2019. Conforme o órgão, o invasor de terras endeu lotes no bairro Antonio Torres, sem a legalização necessária. Os terrenos não estavam regularizados pela Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur).

Na decisão, a juíza Rafaelly da Silva Lampert ressaltou que ele causou imenso dano aos consumidores que adquiriram os lotes. A magistrada destacou ainda que o ex-servidor da ALE-RR praticou conduta “ilegítima e desonesta” por gerar lucro à base de fraudes.

Além da multa de meio milhão, a juíza determinou a cessação definitiva de oferta e venda dos lotes que constituem o loteamento irregular Antonio Torres.

Rafaela Lampert ainda ordenou o pagamento de reparação individual por dano material aos compradores lesados.

Multa de R$ 10 mil por divulgar vídeo agressivo

O invasor de terras também já foi multado em R$ 10 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) por divulgar vídeo agressivo contra a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB). À época, ela era candidata ao Governo do Estado.

Conforme a decisão assinada no dia 15 de setembro pela juiza Joana Sarmento, o material divulgado nas redes sociais pelo ex-servidor da ALE-RR, além de caracterizar como propagada irregular eleitoral, ultrapassava o direito de liberdade de expressão.

O vídeo distorcia informações e, além disso, promovia preconceito contra a religião e grupos LGBTQIA+.

Conversas “picantes”

Também em julho do ano passado, esta redação recebeu um vasto material que mostra conversas entre o ex-servidor da ALE-RR com uma suposta adolescente de 14 anos. As conversas foram feitas por meio do Facebook, bem como WhatsApp e os arquivos entregues de forma anônima ao jornalismo do portal.

As conversas teriam durado vários dias e em uma das mensagens a menina pergunta o que ele faz da vida e ainda afirma que ele é um cara de “presença”. Ele respondeu dizendo que era empresário e ainda aproveitou para fazer vários elogios à adolescente.

Ficha

Uma busca feito por esta redação no Sistema de Segurança contam pelo menos 12 registros de Boletim de Ocorrência contra o ex-servidor da ALE-RR.

Desse modo, os crimes vão de estelionato, apropriação indébita até ocorrências de ameaça. Além disso, na Justiça de Roraima, o invasor de terras está envolvido em pelo menos 25 processos.

 

 

 

 

 

 

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