O deputado federal do Rio de Janeiro Hélio Lopes (PL), conhecido como Hélio Negão, transferiu o domicílio eleitoral para Boa Vista, capital de Roraima, com a possível intenção de disputar uma vaga no Senado pelo estado. A informação foi publicada pela Veja, portal de repercussão nacional.
Segundo o site, a mudança teria surpreendido o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, que negociava outro destino para o parlamentar. Portanto, o caso pode ter intervenção da sigla.
O que rola nos bastidores é que há pelo menos três anos ele demonstra o desejo de disputar ao Senado por Roraima. Mas essa movimentação levanta um debate inevitável: até que ponto é legítimo que um político sem qualquer vínculo com o estado tente se eleger como representante da população local? Hélio Lopes não construiu trajetória em Roraima, não vive a realidade cotidiana da população e, até aqui, não apresentou ações concretas voltadas ao estado.
Essa eventual candidatura ao Senado e até a aderência de alguns eleitores à ideia nos faz levantar a seguinte reflexão: representar um estado exige mais do que transferir o título e “cair de paraquedas” em um estado que não se conhece a fundo. É preciso ter presença e compromisso.
Cabe à população avaliar se faz sentido eleger alguém que chega agora, sem histórico local, para ocupar um dos cargos mais relevantes da República.


