O destino de obras feitas com recursos enviados pela família de Jesus

O hospital de Bonfim, com emendas de R$ 3 milhões de Jhonatan, já vai completar sete anos de obra, que esteve a maior parte do tempo parada

O destino de obras feitas com recursos enviados pela família de Jesus
Mecias de Jesus e Jhonatan de Jesus – Foto: Ascom Parlamentar

As obras no Governo do Estado são demoradas e muitas vezes nem são concluídas. Isso é um fato. Mas tem algumas que demoram mais que as outras, como por exemplo, a do Hospital de Bonfim, que teve a ordem de serviço assinada em evento no dia 14 de junho de 2019. Ou seja, ainda era o primeiro ano de gestão do governador Antonio Denarium (PP).

Para a obra, o ex-deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos), que agora é ministro do TCU, destinou R$ 3 milhões em emendas. A empresa contratada abandonou a obra. O motivo, nunca foi esclarecido.

Da mesma forma, Mecias de Jesus (Republicanos) destinou quase R$ 8 milhões ara a reforma da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth. O dinheiro sumiu e a obra se arrastou por três anos, enquanto gestantes e bebês morriam na maternidade de lona no bairro Treze de Setembro. Mecias disse que os recursos foram perdidos.

Em 2018, foi iniciada a construção do Complexo Poliesportivo do Parque Anauá. Com recursos de Jhonatan de Jesus no valor de R$ 5 milhões, a obra só foi inaugurada em 2023. Ou seja, cinco anos para concluir o complexo. O motivo da demora? O mesmo do Hospital de Bonfim: a empresa abandonou a obra. Coincidência?

E, por último, a escandalosa obra de 300 casas em Iracema, no Sul de Roraima, que nunca aconteceu. Mecias e Jhonatan destinaram mais de R$ 13 milhões para a construção dessas casas. Mas apenas uma foi levantada e já apresenta sinais de abandono.

A Prefeitura de Iracema disse que os recursos foram aplicados apenas em projetos técnicos, como estudos de arquitetura, engenharia e drenagem. E que não há cronograma definido para o início das obras.

Segundo reportagens de nível nacional, há entre os recursos, as famosas Emendas PIX. Elas são mais difíceis de serem fiscalizadas devido ao envio direto aos estados ou municípios, sem a necessidade de convênio com os ministérios e também de licitações.

Da Redação

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