Operação Acolhida e a reabertura da fronteira

REABERTURA 1 A reabertura da fronteira Brasil-Venezuela já causa reflexos significativos. Além da grande quantidade de imigrantes para atender, a Operação Acolhida está com dificuldades de selecionar quais venezuelanos serão contemplados com o acolhimento nos abrigos. É que a quantidade é acima do que esperava o Exército Brasileiro. Essa preocupação foi discutida em uma reunião […]

Operação Acolhida e a reabertura da fronteira
Mais de mil imigrantes aguardavam atendimento para entrar no Brasil na manhã desta quinta-feira – Yara Walker/Roraima em Tempo

REABERTURA 1

A reabertura da fronteira Brasil-Venezuela já causa reflexos significativos. Além da grande quantidade de imigrantes para atender, a Operação Acolhida está com dificuldades de selecionar quais venezuelanos serão contemplados com o acolhimento nos abrigos. É que a quantidade é acima do que esperava o Exército Brasileiro. Essa preocupação foi discutida em uma reunião nessa quinta-feira (15). Fontes da Coluna disseram que o alerta é ainda maior devido às ocupações espontâneas, que já tinham sido desocupadas, voltarem a ter imigrantes.

REABERTURA 2

Roraima em Tempo esteve na fronteira nessa quinta-feira e constatou um intenso fluxo migratório. Pagamento por lugares na fila gera tensão entre os venezuelanos, e alguns deles montaram barracas na fronteira entre os dois países à espera de entrar no país, pois o atendimento da operação está limitado. Isso acende ainda mais a preocupação da Operação Acolhida, já que o número de pessoas indocumentadas está em cerca de 10 mil. Por isso, a Operação Acolhida deve concentrar esforços em regularizar quem está sem documentação dentro dos abrigos para, depois, documentar quem está fora.

JULGAMENTO

O processo que acusa a deputada Yonny Pedroso de participar de organização criminosa que desviou R$ 50 milhões do transporte escolar do governo já está na mesa do juiz Bruno Hermes Leal para julgamento. Temendo a prisão, ela e o esposo José Walace da Silva já pediram um habeas corpus preventivo à Justiça Federal, mas o caso ainda não foi julgado. O advogado tem certeza da condenação da parlamentar e dos outros envolvidos. Além disso, Yonny ainda aguarda julgamento do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reverter a cassação do mandato. É muito trâmite jurídico!

DESISTIU

Jalser Renier estava preparado para destila toda fúria pelo fim do Abrindo Caminhos, programa criado por ele na época em que estava à frente do Legislativo. Contudo, ele resolver desistir de usar a tribuna da Casa nessa quinta-feira, um dia antes de todos entrarem em recesso. Jalser sumiu das sessões da Assembleia Legislativa desde que perdeu a presidência para o rival Soldado Sampaio. Fontes da Coluna garantem que Jalser tenta a todo custo reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que o afastou do cargo de presidente. A ação está suspensa, mas deve voltar a qualquer momento.

SERÁ?

Fontes da Coluna garantem ainda que a extinção do Abrindo Caminhos seria uma forma de possibilitar que a verba aplicada nos programas fosse direcionada para verba de gabinete dos deputados, para que mais pessoas sejam contratadas. Uma bela manobra para 2022 se isso se concretizar. Só existe um problema no caminho de Sampaio: uma decisão do STF que manda redistribuir os recursos de gastos com pessoal com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ou seja, ou Sampaio diminui salários ou demite funcionários. Talvez seja por isso que ele quer adiar para o próximo ano a redistribuição.

JOGO DO PCCR 1

Quem também está lutando para melhorar a imagem com os servidores público é o governador Antonio Denarium. Em uma manobra rápida e urgente, ele conseguiu aprovar na Assembleia o novo projeto do PCCR para os servidores da Agência de Defesa Agropecuária (Aderr). É que em 2019, assim que assumiu, ele pediu para o STF cassar o direito, alegando ilegalidade na lei que garantia o benefício. E conseguiu. No fim de junho, os ministros derrubaram a legislação, causando um grande alvoroço na gestão para contornar o problema às vésperas das eleições de 2022.

JOGO DO PCCR 2

Mas Denarium terá que fazer mais. Outros quatro PCCRs estão na mira do STF a pedido dele, de onde a decisão pode vir tardia e comprometer a relação dele com os funcionários públicos. Se à época as finanças do Estado estavam delicadas, como bem defendeu Denarium, agora parece estar indo vento em popa, com dinheiro em caixa e equilíbrio financeiro para pregar aos quatro cantos de Roraima. Só que essa ligeireza não chega à Saúde Estadual, que segue às capengas. Não há gestão suficiente para resolver gargalos que continuam como falta de remédio, insumos e profissionais. Oito secretários. Oito gestões incompetentes.

CASO ROMANO

Fontes da Coluna informaram que o caso Romano dos Anjos pode ter desfecho em breve. As diligências que faltavam ser feitas pela Polícia Civil a pedido do Ministério Público foram concluídas e os autos devolvidos ao órgão. Agora, só falta a procuradoria definir os próximos passos e com urgência. Afinal, há meses do crime e nada foi feito. Isso causa insegurança na imprensa local, que teme ter o mesmo infeliz destino que Romano na mão de criminosos. Espera-se, assim, que a Justiça de Roraima não se acovarde diante de um caso assombroso como este.

PERGUNTAS

  • Jalser vai conseguir voltar para a presidência da Assembleia?
  • Denarium pretende desistir das ações no STF sobre PCCRs de servidores?
  • E o caso Romano? Quando haverá uma resposta definitiva?

PENSAMENTO DO DIA

“O prazer de fazer o bem, é maior do que recebê-lo” – Epicuro.

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