TRE-RR retoma julgamento de Denarium na próxima segunda

Ação já tem dois votos a favor da cassação do governador por conduta vedada que o deu grande vantagem em relação aos outros candidatos nas eleições de 2022

TRE-RR retoma julgamento de Denarium na próxima segunda
Governador Antonio Denarium – Foto: Reprodução

Julgamento

Na próxima segunda-feira (14), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retoma o julgamento do governador Antonio Denarium (PP). A ação já tem dois votos a favor da cassação do mandato dele. O partido Avante, agora presidido em Roraima pelo filho de Hiran Gonçalves, o Hiranzinho, que também é secretário no governo de Denarium, pode pedir a desistência do processo. Ainda assim, o Ministério Público Federal pode assumir a titularidade da ação. O que é mais plausível, devido à gravidade da acusação que é sobre o uso de cestas básicas adquiridas com dinheiro público em ano eleitoral, que, sem dúvida nenhuma interferiu na decisão de voto dos eleitores em Roraima.

Esquema

Motoristas que precisaram realizar vistoria veicular no Departamento de Trânsito de Roraima (Detran) recentemente, resolveram procurar a imprensa para relatar o que, para eles, se trata de uma irregularidade. Conforme relatado, para cada procedimento, o órgão está cobrando uma nova vistoria. Um dos denunciantes conta que vendeu uma motocicleta e precisou realizar uma vistoria para garantir um documento que comprova que o veículo está licenciado. E para transferir a moto, o Detran exigiu outra vistoria, mesmo a última estando dentro da validade. Outro denunciante contou que as vistorias realizadas pelo próprio, e que custam R$ 33, só são agendadas para no mínimo 30 dias. No entanto, o Departamento o encaminhou para uma empresa privada, que cobrou quatro vezes mais.

Figurinha carimbada

As pessoas em Roraima têm acompanhado o deputado federal Duda Ramos nas redes sociais e em alguns veículos de comunicação. Mas o que poucas pessoas sabem é que ele já é figurinha carimbada na Justiça do Amazonas, exatamente por denúncia de desvio de verbas. Duda é proprietário de uma empresa chamada DR7 que tem contratos com o serviço público daquele estado. E virou alvo de investigação por suspeita de desvio de verba na Secretaria de Educação. No entanto, para se candidatar a deputado, ele transferiu a titularidade da empresa para um familiar. Esperto, hein?

Falta e medicamentos

Vereadores de Amajari relataram a falta de uma série de medicamentos nas unidades de saúde daquele município. A lista é de 21 remédios que os pacientes está indo buscar nas UBS’s, mas voltam doentes e de mãos vazias. Na lista estão medicamentos como dipirona, hidroclorotiazida, assim como antibióticos importantes em tratamentos de infecções corriqueiras. Especialmente em crianças que adoecem bastante nesse período de transição entre inverno e verão.

Prisão domiciliar

A Justiça determinou a prisão domiciliar de Jalser Renier, assim como o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, determinou que ele deve ficar em casa das 22h às 6h. E, do mesmo modo, nos dias de folga. O ex-deputado, que tenta se livrar da inelegibilidade, começou a fazer vídeos ao vivo nas redes sociais. Para ganhar audiência, ameaçou o deputado Jorge Everton, relator do processo de sua cassação. Depois, ao encontrar-se com o parlamentar em um restaurante, o agrediu com uma cadeira. A ALE-RR pediu a sua prisão e a Justiça atendeu. Jalser também deve se manter longe do deputado.

Mencionou Romano

A Justiça ainda reforçou a proibição de Jalser de manter qualquer tipo de contato, interação ou fazer referência às vítimas e testemunhas do caso Romano dos Anjos. Em dois vídeos, Jalser não somente mencionou o jornalista, como o desrespeitou com palavras agressivas e de baixo calão. Ele passou por cima de uma decisão já existente.

Oitivas

E por falar no caso Romano, as oitivas de testemunhas começam na segunda-feira (14) e se estenderão até o dia 17 de agosto. São 10 acusados e cada um indicou uma penca de testemunhas que a Justiça deve ouvir e avaliar. Parece assim, uma estratégia para ganhar tempo. Um dos policiais, por exemplo, indicou mais de 10 pessoas. Parece que assim como Jalser, os policiais do caso brincam com a Justiça.

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