Autônoma aguarda há 45 dias por cirurgia no joelho no HGR

Segundo a irmã, mulher está desde o dia 18 de junho com o joelho fraturado em casa

Autônoma aguarda há 45 dias por cirurgia no joelho no HGR
Mulher está desde o dia 18 de junho sem conseguir andar – Foto: Arquivo Pessoal

A autônoma Ana Cleia Jerônimo, de 45 anos, após sofrer um acidente doméstico e fraturar o joelho, está há 45 dias em casa sem poder andar enquanto aguarda a cirurgia.

Conforme familiares da mulher, o procedimento foi marcado somente para o dia 9 de setembro no Hospital Geral de Roraima (HGR).

Mirian Jerônimo, irmã da paciente, entrou em contato com o Roraima em Tempo nesta segunda-feira (2) para denunciar a demora na realização do procedimento cirúrgico no joelho de Ana.

Segundo ela, a autônoma está desde o dia 18 de junho com o joelho fraturado em casa e até o momento não conseguiu adiantar a cirurgia, pois o caso dela não é considerado grave pelos médicos.

“O marido dela foi ao hospital tentar falar com o médico e ele falou que não poderia fazer nada, infelizmente. Pois no caso dela há várias pessoas na frente e a fila é grande e o material é pouco. Assim é preciso escolher as pessoas que possuem prioridade”, explicou.

No entanto, Mirian afirma que a família tem receio de que Ana fique com sequela, caso o hospital não realize o procedimento com urgência.

“Ela só fica com a perna estirada, pois não pode dobrar. E nem consegue dobrar. Nosso medo é de ela ficar com alguma sequela”, relatou.

Falta de insumos no HGR

Servidores do HGR denunciaram ao Roraima em Tempo no dia 27 de julho, a falta de fita para medir a glicose dos pacientes.

Segundo os funcionários, a falta das fitas impede um acompanhamento contínuo dos internados. Sem o controle da glicose, os servidores ficam sem saber sobre o quadro do paciente. Dessa forma, não sabem se precisam entrar com algum tipo de medicação, por exemplo.

Além disso, os servidores denunciaram que a unidade não tem compressa de pano. O item é usado para dar banho em pacientes acamados.

Outra reclamação é que a unidade não tem alguns medicamentos. Omeprazol e Titatil estavam na lista. Dexametasona, por exemplo, já estria acabando.

“Se o paciente chegar com dor no Trauma, não tem Tilatil. A demanda está grande, pois só funciona o Grande Trauma e o Cosme e Silva. Na Ortopedia não tem material. Muito complicado”, disse o servidor.

Citada

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que as cirurgias de urgência e emergência estão ocorrendo normalmente no HGR e que está trabalhando para dar celeridade aos procedimentos eletivos.

“Para tanto está sendo reforçado o trabalho de aquisição de equipamentos médico hospitalares, insumos e pessoal. Nesse sentido a gestão reforça que todas as medidas visam proporcionar as condições necessárias para que todos os procedimentos possam ser realizados”, concluiu.

Fonte: Da Redação

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