Saúde

Crianças autistas conseguem acesso a tratamento em Roraima após atuação da DPE-RR

Aos seis anos, Heitor Coelho do Santos passou a ter acesso às terapias que precisava para se desenvolver. Já Maria Clara e Maria Cecília, de oito anos, começaram a apresentar melhoras após iniciarem o acompanhamento. Em comum, as duas histórias têm o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a atuação da Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR), que garantiu o acesso ao tratamento.

Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, os casos mostram a realidade de famílias de diversas famílias no estado. A autônoma Lilian da Silva Coelho, mãe de Heitor, por exemplo, teve o caminho marcado por incertezas, falta de orientação e dificuldades para acessar os serviços.

“Antes da Defensoria, foi tudo muito difícil. Porque a gente como mãe de pessoa atípica, não tem orientação, nem da escola, nem do poder público, e acaba tendo que descobrir tudo sozinha”, relatou.

De acordo a autônoma, sem acesso à rede pública e sem condições de arcar com os custos da rede privada, a busca por atendimento se tornou mais desafiadora. “No particular, é impossível pagar, e nas filas públicas a gente não sabe nem se um dia vai ser chamado”, acrescentou.

Apoio da DPE-RR

Foi por meio da Defensoria Pública que a família conseguiu iniciar o acompanhamento necessário. “A Defensoria foi essencial. Me deu esperança e me mostrou um caminho. Hoje meu filho está em atendimento porque a Defensoria está fazendo o possível para que ele seja atendido em todas as terapias”, afirmou.

O papel da Defensoria é garantir o cumprimento dos direitos previstos em lei. Dessa forma, especialmente no acesso à saúde e à educação, como explica do defensor público Jaime Brasil, 2º titular da Defensoria junto à Vara da Infância e Juventude.

“A Defensoria Pública atua para garantir que os direitos das crianças e adolescentes com TEA sejam efetivamente cumpridos, especialmente diante das dificuldades de acesso à saúde e educação. Nosso trabalho é assegurar, por meio das medidas jurídicas cabíveis, o acesso ao tratamento e ao suporte necessário ao desenvolvimento dessas crianças”, destacou.

Conforme a médica veterinária Deila Yara Menezes dos Santos, mãe das gêmeas Maria Clara e Maria Cecília, contou que também enfrentou dificuldades para garantir atendimento. “Eu busquei ajuda em vários lugares, mas não consegui atendimento para minhas filhas. Na Defensoria descobri que poderia entrar com uma ação para garantir esse direito”, afirmou.

Ainda de acordo a mulher, mesmo com a demora do processo, o acompanhamento trouxe resultados. “Foi um processo longo e angustiante, mas nunca deixei de acreditar. Hoje elas estão sendo atendidas e já começaram a apresentar melhoras na terapia”, disse.

Apesar dos avanços, ela reforça que ainda há desafios, principalmente na educação e na inclusão de crianças com TEA. “A realidade ainda está muito distante do ideal. Falta estrutura, profissionais e mais sensibilidade. Muitas vezes um cuidador precisa atender várias crianças ao mesmo tempo, e o preconceito ainda existe”, reforçou.

Atendimento

A Defensoria Pública oferece atendimento gratuito presencial e online para famílias que precisam garantir direitos de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Assim, a população deve procurar o prédio Cível, na avenida Sebastião Diniz, nº 1165, Centro. O funcionamento é das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira. O atendimento online é feito pelo Whatsapp D.I.V.A. (95) 2121–0264. A DPE-RR também está presente nos municípios de Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, assim como Iracema, Mucajaí, São Luiz, além de Rorainópolis e Pacaraima

Fonte: Da Redação

Josiele Oliveira

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