Saúde

HGR não tem fita para medir glicose de pacientes

O Hospital Geral de Roraima (HGR) não tem fita para medir a glicose dos pacientes. Servidores denunciaram a situação hoje (27) à reportagem.

Segundo os funcionários, a falta das fitas impede um acompanhamento contínuo dos internados. Sem isso, os pacientes podem, assim, convulsionar.

“Uma senhora estava com glicose 38. Só consegui medir porque outro colega de trabalho tinha dividido as fitas dele comigo. Não tem. Isso é grave!”, lamentou um servidor em anonimato.

É que sem o controle da glicose, os servidores ficam sem saber sobre o quadro do paciente. Dessa forma, não sabem se precisam entrar com algum tipo de medicação, por exemplo.

HGR não tem compressa

Os funcionários voltaram a denunciar que a unidade não tem compressa de pano. O material é usado para dar banho em pacientes acamados.

No entanto, a falta de compressa não é novidade. Ela já dura mais de seis meses.

Início de junho, o Roraima em Tempo mostrou que o item estava em falta há quatro meses. Por isso, os pacientes tomavam banho com atadura, que machuca a pele.

Atualmente, são usadas toalhas descartáveis. Mas, o problema é que o material também não é indicado para esse tipo de serviço. “Igual a um guardanapo”, resumiu uma servidora.

Remédios

Outra reclamação é que a unidade não tem alguns medicamentos. Omeprazol e Titatil estão na lista de desabastecimento. Dexametasona, por exemplo, já está acabando.

“Se o paciente chegar com dor no Trauma, não tem Tilatil. A demanda está grande, pois só funcional o Grande Trauma e o Cosme e Silva. Na Ortopedia não tem material. Muito complicado”, disse.

Citada

Em contrapartida, a Secretaria de Saúde diz que não procede a denúncia da falta de medicamentos. Conforme a Pasta, semanalmente estão sendo enviados remédios aos hospitais, bem como compressas e toalhas para banho.

“Sobre as fitas, é importante que as unidades solicitem antes que acabem, para que sejam entregues a tempo, evitando que os pacientes fiquem desassistidos, uma vez que há em estoque”, finaliza.

Por Josué Ferreira

Josué Ferreira

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