Gestante morre na maternidade de Rorainópolis após parto normal forçado, diz denúncia

Karoline foi submetida à cesariana após sofrer paradas cardiorrespiratórias. O bebê sobreviveu, mas permanece internado

Gestante morre na maternidade de Rorainópolis após parto normal forçado, diz denúncia
Foto: Divulgação/Secom

Uma gestante de nove meses, identificada como Karoline Vitória, de 24 anos, morreu na terça-feira, 17, após ser forçada ao parto normal, conforme relataram familiares. A fatalidade ocorreu na Maternidade Thereza Monay Montessi em Rorainópolis, Sul de Roraima.

Edna Falcão, tia da vítima, contou à reportagem que Karoline teve sangramento e procurou a maternidade do munícipio. Na unidade, Karoline começou a dilatar e passou muitas horas em trabalho de parto e não atingiu a dilatação suficiente.

A jovem então pediu para realizarem a cesariana, mas uma médica contrariou o pedido e continuou a indução ao parto natural. Mesmo assim, a gestante não conseguia evoluir, a equipe médica, então, decidiu realizar a cesariana, quando ele teve uma hemorragia e recebeu três bolsas de sangue na unidade de saúde.

Ao perceber que a jovem estava grave tentaram a remoção de ambulância para a maternidade de Boa Vista. Contudo, a tia da gestante revelou que ao passarem pelo trecho do 500, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e voltaram com ela para Rorainópolis. Ao chegar na maternidade, ela teve outra parada respiratória. A equipe ainda tentou o procedimento cirúrgico para salvar a mãe, mas ela morreu. O bebê sobreviveu e permanece internado deste o dia 17.

Nas redes sociais, há intensa comoção com a perda precoce da mãe. Familiares e amigos se despediram da jovem e pediram justiça por negligência. Há, também, muitos comentários de mães que passaram por situação semelhante a de Karoline.

Antônio Francisco Falcão, tio da vítima, lamentou a maneira que a sobrinha morreu. “Minha sobrinha estava começando sua família e teve sua vida interrompida de forma cruel, declarou.

Dessa forma, ele também cobrou justiça. “A justiça tem que existir para que esse direito fundamental à vida seja garantido e quem tem o dever de salvar vidas, cumpra com seu juramento”, desabafou.

O que diz a Sesau

O Roraima em Tempo entrou em contato com a Secretaria de Saúde (Sesau) e aguarda retorno sobre o caso.

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