Hospital Lotty Iris - Foto: Divulgação/Governo de Roraima
O Hospital Lotty Iris pode interromper os atendimentos para os pacientes da rede pública de saúde. O motivo é uma dívida de R$ 10,8 milhões que o Governo de Roraima tem com a empresa.
Desse total, R$ 7,9 milhões são referentes aos serviços prestados no Hospital de Retaguarda, de fevereiro a setembro de 2021. O hospital afirma que nunca recebeu qualquer repasse desde que assumiu a gestão.
Além disso, a empresa cobra mais de R$ 2,6 milhões pelos atendimentos feitos aos pacientes do SUS no próprio Lotty Iris, no Centro de Boa Vista, de abril a julho de 2020, e de janeiro a fevereiro deste ano.
De acordo com os documentos obtidos pelo Roraima em Tempo, o hospital teve dificuldades para pagar os funcionários.
No caso do Hospital de Retaguarda, até a água e a luz foram pagas pelo Lotty Iris, sem qualquer contrapartida do Estado. A unidade atende pacientes com Covid-19.
“Os usuários assistidos pelo convênio, estão na iminência de serem desassistidos, dado o descumprimento contratual [pelo governo] – falta de pagamento-, e, considerando o fato de o [hospital] ser a única unidade capaz de prestar tais serviços médicos”, alegou.
O Hospital de Retaguarda, antes chamado de Área de Proteção e Cuidados (APC), funcionou sob a gestão da Operação Acolhida até dezembro do ano passado.
Em seguida, foi entregue ao governo, que decidiu credenciar o Lotty Iris para administrar o espaço. A empresa tem que arcar com equipamentos, remédios, servidores e materiais.
Recentemente, a Sesau anunciou que o Pronto Atendimento Airton Rocha passaria por reforma e os pacientes levados para a unidade. A Maternidade Nossa Senhora de Nazaré também funciona no local.
O Roraima em Tempo revelou que a Sesau vai desembolsar cerca de R$ 10 milhões com o aluguel da estrutura hospitalar, que pertence à outra empresa, a Ágora Engenharia LTDA.
Em função dos altos valores, o Lotty Iris entrou na Justiça contra o Governo de Roraima para receber os pagamentos atrasados. De acordo com os documentos, os pacientes das duas unidades de saúde correm o risco de ficar sem atendimento.
O hospital frisou que a falta de pagamento afeta diversas empresas que têm contratos com a Sesau, e que a lei permite suspender os serviços, já que parte da dívida tem mais de um ano. “Triste realidade”, resume.
Além disso, o hospital privado já enviou ofício para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A pasta reconheceu os débitos, mas, até o momento, não pagou as notas.
“É indispensável o deferimento do bloqueio de R$ 10.839,342,65 nas contas do Estado de Roraima, sob pena de problemas mais graves, quais sejam, suspensão dos serviços, superlotação no HGR, insolvência diante dos credores e funcionários”, alerta a empresa.
Mesmo com os atrasos, o hospital diz que continua prestando atendimentos, pois se tratam de serviços essenciais e envolve o “maior bem da coletividade, qual seja a vida humana”.
Por fim, a empresa afirma que é preciso “frear o enriquecimento ilícito do governo”, já que o contrato é previsto no orçamento anual da secretaria.
A Sesau informou que os pagamentos estão sendo realizados conforme trâmites administrativos e bancários. Disse que em casos como da empresa citada há critérios específicos a serem seguidos.
“Nesse sentido, a gestão está fazendo a verificação geral do contrato em questão, uma vez que para efetivar o pagamento é necessário que a documentação esteja completa e regularizada”, justificou.
Fonte: Josué Ferreira, Samantha Rufino
Cooperativa contempla iniciativas desenvolvidas por entidades de Boa Vista nas áreas de assistência social, inclusão,…
Produzido com incentivo do Sesc Roraima, trabalho de Santiago Pemón já está disponível nas plataformas…
Hospital da Criança Santo Antônio e Samu funcionarão 24 horas; coleta de lixo ocorrerá normalmente…
Abusos iniciaram em 2016, quando a vítima tinha 8 anos, e se estenderam até 2018
Texto aprovado hoje no Senado vai à sanção presidencial
Mark Michael Benjamim, de 39 anos, está internado no Bloco A - Leito: 108-1