Uma mulher, perdeu o bebê durante o parto na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth e a família alega que houve negligência médica na unidade. A Denúncia foi feita ao jornalismo da TV Imperial, nessa sexta-feira, 16.
Conforme o relato da tia da paciente que não foi identificada, Alessandra da Silva, a mulher que estava grávida de 37 semanas, procurou o hospital materno com fortes dores, no entanto, recebeu orientação para ir embora. Acontece que as dores continuaram, portanto, ela precisou retornar na quinta-feira, 15, à maternidade.
“Ela sentiu dores e disseram que ela não estava com dilatação suficiente para internação. Contudo, eles sequer fizeram uma ultrassom para ver como realmente estava a criança. Quando foi na quarta-feira, com ela sentindo fortes dores, voltamos na madrugada e fizeram a gente esperar por um hora ainda. O médico fez o exame de toque e mandaram a gente esperar de novo para ir pro leito“, explicou.
De acordo com a tia, após um determinado tempo, a bolsa rompeu. “O médico disse que ainda não estava na hora pois estava com apenas 8cm de dilatação. Ela estava com muita dor e sofrendo. Quem fez o parto na verdade foram duas enfermeiras, não foi o médico que fez o parto. Então, quando o neném nasceu, ele já estava morto”, disse a tia.
‘Negligência’
Alessandra afirmou que houve negligência médica. “Eu não entendia o que estava acontecendo, pois ninguém me dava nenhum tipo de informação. Perguntei e me disseram que o bebê nasceu com dificuldade respiratória e que estavam tentando reanimá-lo. Depois, o pediatra informou que ele não resistiu porque ingeriu fezes. A negligência começa no fato de que era para ter sido feita uma ultrassom antes de ela começar a fazer força para o bebê nascer.”
Já a mãe da paciente, Esteliane Brandão, falou sobre o sentimento de perder o neto, lembrou que a filha é saudável e que ela fez todo acompanhamento no pré-natal.
“Isso foi negligência, porque a minha filha não tinha diabetes, não tinha pressão alta. O médico do posto de saúde mandou ela vir para cá para ela ser internada, mas o médico disse que ela não tinha nada, que se sentisse algo poderia voltar. Só que no dia que ela voltou demoraram para atender e até pra ir para a sala de parto. Eu só quero resposta! Não havia nada de errado com a criança, ela estava perfeita”, finalizou.
Citado
A reportagem entrou em contato com a Sesau para esclarecimentos. Por meio de nota, lamentou a morte da criança e disse que vai apurar o caso.
Além disso, disse que no atendimento a equipe observou os batimentos cardíacos, que estavam estáveis, além dos sinais vitais materno, que também apresentaram estabilidade, conforme o padrão obstétrico. Contudo, ao nascer, o bebê aspirou mecônio – substância viscosa que ao ser aspirada, causa sérios problemas respiratórios e pode levar ao óbito. Por fim, a nota afirma a equipe realizou todas as tentativas de reanimação do bebê, porém sem sucesso.
Fonte: TV Imperial

