Saúde

Paciente com Taquicardia denuncia a demora de dois anos no TFD para realização de cirurgia no coração

Em denúncia enviada à TV Imperial nesta segunda-feira, 23, o paciente Antonio José da Silva Lopes, que precisa de um procedimento cirúrgico no coração, relata a demora por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), de pelo menos dois anos no Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para realização da cirurgia.

Diagnosticado com Taquicardia supraventricular desde 2019, a doença causa batimentos cardíacos desordenados e super acelerados. Em razão disso, o paciente entrou com um pedido de TFD em 2022, pois cirurgia de ablação, necessária para o distúrbio, não existe na saúde pública de Roraima. No entanto, a resposta sobre o tratamento nunca veio.

“Olha, eu dei entrada nesse TFD tem aproximadamente dois anos. A gente tá esperando na listagem e o trâmite seria eles me ligarem através do telefone para estar marcando e passando pelo procedimento. Mas a gente não tá nem na lista de espera ainda do TFD. E até agora nada e as crises só aumentando, entendeu?”, explicou Antonio.

Desde então, a demora tem causado vários transtornos ao empresário e piorado ainda mais o seu estado de saúde. Em relato, desde que recebeu o diagnóstico da doença, episódios de crise tem se a intensificado e o deixando a mercê de frequentes internações.

“Sou um paciente TAC supraventricular e ela causa crises com frequências. Em uma das crises que eu tive mais alta eu cheguei a 296 batimentos por minuto, com 28 por 18 de pressão”, relatou o paciente.

Despreparo e descaso na saúde

Além da demora no TFD, o empresário relata o descaso no atendimento e como pacientes com problemas cardíacos recebem tratamento no Hospital Geral de Roraima. Em crise recente, Antonio relata que esperou mais de uma hora para receber atendimento.

“Na terça-feira [17] tive uma crise onde precisei sair do sítio onde moro 11 horas da manhã para o HGR. Dando entrada no HGR, só depois de 1 hora e 40 minutos eu fui atendido com eletrocardiograma, e mesmo o meu médico mandando mensagem e falando qual seria o procedimento a tomar comigo, eles não me colocaram numa área de RCP [Ressuscitação Cardiopulmonar], e eu fiquei variando de 200 a 250 batimentos cardíacos por minuto“, indagou o paciente.

De acordo com informações obtidas Antonio, a demora de quase duas horas para receber os primeiros atendimentos durante sua entrada no pronto socorro, seria pela falta de equipamentos adequados para atender às necessidades do paciente.

“Hoje a gente tem ali dentro do HGR um aparelho só de eletrocardiograma para todo o hospital. Então tá uma situação muito difícil. Tá uma situação muito caótica e as pessoas têm que denunciar para ver se a gente consegue melhorar essa saúde do nosso estado” disse.

Consequências da falta de TFD

Sem cirurgia e sem a previsão para ao menos estar listado entre pacientes que receberão o TFD, Antonio encara a vida com limitações. Após diagnóstico, o empresário teve que se afastar dos negócios para levar a vida mais tranquila e a base de remédios, que por sua vez, chegam a custar até R$ 500,00 por mês.

No entanto, como está há muito tempo sem tratamento, em constantes crises e tomando em média 5 tipos de medicamento por dia, a situação de saúde do paciente só piora.

“Cada crise gera uma lesão. Então como eu já dei aproximadamente 20 entradas ali no trauma do HGR na área de RCP, eu já tive um aumento de tamanho no meu coração, então ele [médico] falou que eu preciso fazer essa cirurgia, não dá para eu viver o resto da minha vida a base de remédio. o medicamento é muito forte e por conta do medicamento a gente tem que tomar outro tipo de medicamento e assim vai” explicou Antonio.

Citada

O Roraima em Tempo entrou em contato com a Secretaria de Saúde (Sesau) solicitando esclarecimentos sobre o caso de Antonio e aguarda posicionamento.

Fonte: Da Redação

Gabriel Mello

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