Pai denuncia demora na transferência de paciente para o HGR, após grave acidente em Rorainópolis

Marcos Vinícius esperou cerca de três horas para ser transferido ao HGR

Pai denuncia demora na transferência de paciente para o HGR, após grave acidente em Rorainópolis
Fachada do HGR – Foto: Rosi Martins

O jovem Marcos Vinícius de Jesus, de 24 anos, sofreu um grave acidente de moto no domingo, 8, em uma vicinal de Rorainópolis, Sul de Roraima. Conforme relato do pai, Rodrigo de Jesus, ele teve fraturas na clavícula, na face, cabeça e ainda vomitou sangue. Sendo necessária a transferência urgente para o Hospital Geral de Roraima (HGR).

Contudo, o homem alegou uma série de falhas no sistema de saúde do Governo. Principalmente a espera de três horas no hospital de Rorainópolis para uma equipe trazer o paciente para a capital, o que, segundo pai, agravou o quadro de saúde do rapaz. Revoltado, o pai procurou o grupo Égia de Comunicação, nesta segunda-feira, 10, para denunciar o descaso.

Conforme relatado à reportagem da TV Imperial, depois de transferido para o HGR, a família teve dificuldades para receber informações de Marcos Vinícius. De acordo com o genitor, após longas horas internado no hospital, não realizaram a tomografia, nem houve avaliação neurológica, mesmo diante do gravidade.

Um vídeo que circula em páginas de notícias, mostra Vinícius ainda no Hospital de Rorainópolis e um familiar revoltado com a demora na transferência para Boa Vista. O acompanhante discute com uma profissional de saúde que pediu para não gravar. Mas ele afirma que está em local público e o registro iria para redes sociais. Ao final do vídeo, Vinícius aparece sendo removido para a capital, por volta de 20h.

Nas imagens, o acompanhante relata que um profissional do hospital se recusou a acompanhar o paciente na viagem. E que, só depois que ele teria gritado, é que a equipe resolveu a situação.

O que diz a Sesau

Questionada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclareceu que para remover pacientes de Rorainópolis para Boa Vista é necessário seguir critérios técnicos e protocolos. Exemplificou a estabilização do paciente, para que ocorresse de forma segura.

A Pasta destacou que, no caso citado, os profissionais precisaram entubar o paciente. E a remoção contou com equipe multidisciplinar, composta por técnico de enfermagem, enfermeiro, médico e fisioterapeuta na ambulância.

Sobre a conduta de alguns servidores, a Sesau disse que a gestão hospitalar adotou as devidas providências e solucionou o fato momento antes da remoção.

Por fim, a Sesau pontuou que o Artigo 5° da Lei Federal 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados), classifica dados de saúde como pessoais e veda a exposição de pacientes em situação de vulnerabilidade clínica. E que, dessa forma, não é adequado o uso de imagens e/ou vídeos do ambiente hospitalar com pacientes e equipe de servidores de plantão.

Fonte: Da Redação

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