Prefeitura de Boa Vista inicia vacinação contra a brucelose nas comunidades indígenas do município

Cerca de 200 doses do imunizante serão aplicadas no período de imunização

Prefeitura de Boa Vista inicia vacinação contra a brucelose nas comunidades indígenas do município
Vacinação contra a brucelose nas comunidades indígenas – Foto: Fernando Teixeira/Semuc/PMBV

Nesta segunda-feira, 6, equipes da Prefeitura de Boa Vista começaram a percorrer as 17 comunidades indígenas do município para vacinar o rebanho contra a brucelose. A imunização é obrigatória e a compra, manuseio e administração do imunobiológico está autorizada apenas para veterinários ou técnicos capacitados.

Administrada em dose única, a vacina é direcionada a bezerras com idade entre 3 e 8 meses. Conforme o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, enviar equipes com veterinário para as comunidades indígenas reforça o compromisso da prefeitura com os pecuaristas, além de contribuir com a saúde animal e humana.

“É uma medida essencial para manter a saúde sanitária, prevenindo doenças que afetam tanto bovinos quanto a saúde humana. Essa vacina só pode ser administrada por profissional capacitado. Levar um veterinário até a área indígena é caro e quando enviamos nossas equipes, a gente promove redução de custo operacionais. Além disso, garantimos que os pecuaristas esclareçam dúvidas sobre o manejo dos animais”, disse.

A Prefeitura de Boa Vista pretende aplicar cerca de 200 doses no período de imunização, em todas as comunidades indígenas.

Proteção do rebanho

O imunobiológico é a principal forma de prevenção e controle da brucelose, que não tem cura, exigindo, portanto, o sacrifício do animal positivo. Conforme o médico veterinário da Secretaria de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), José Teixeira, é necessário tomar todos os cuidados, devido ao potencial risco à saúde.

“A brucelose é uma zoonose que pode acometer o ser humano, causando uma série de consequências à saúde. E transmitido por meio do leite sem cozimento, como coalhadas, queijos e outros derivados. Já nos animais pode causar abortos, além de transmitir a doença e contaminar todo o rebanho”, destacou.

Menos uma vacina na lista

Em 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reconheceu o estado de Roraima como livre da aftosa sem vacinação. Então, durante o período obrigatório da imunização dos rebanhos, que ocorria anualmente em duas etapas, a prefeitura prestou assistência aos criadores, somando esforços para a conquista do status.

Fonte: Da Redação

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