Foto: Josué Damacena/IOC-Fiocruz
A prevenção da dengue passa não apenas pela identificação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, mas também pela forma correta de eliminá-los. Embora amplamente divulgada a necessidade de se livrar de recipientes que acumulam água, pouca atenção é dada à maneira adequada de descartar larvas e ovos, evitando que continuem seu ciclo de desenvolvimento.
“Quando falamos em eliminar criadouros, não basta jogar a água fora. Muitas pessoas acreditam que despejar a água com larvas no ralo ou na pia é suficiente, mas essa prática pode apenas transferir a larva de um local com água para outro também com água, o que garante sua sobrevivência”, explica Denise Valle, bióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com Valle, as larvas do mosquito, no entanto, não resistem a ambientes secos. Por isso, é essencial que o descarte seja feito de maneira correta, garantindo a morte das larvas por ressecamento. “O mais eficaz é depositá-las em superfícies secas, como asfalto, cimento, terra ou locais com grama. Nessas condições, elas morrem rapidamente devido à falta de umidade”, orienta a pesquisadora.
Ao contrário das larvas, os ovos de Aedes aegypti resistem ao seco por meses, podendo se manter viáveis por até um ano. Além disso, são pequenos, escuros, e ficam colados, na borda da água, às paredes dos recipientes (prato de vaso de planta, pote de água do cachorro, caixa d’água aberta ou mal fechada etc). Para eliminar os ovos é preciso esfregar as paredes com a parte áspera da esponja, ou seja, ‘destruí-los’.
Valle também alerta para o uso de produtos químicos como água sanitária ou álcool. Segundo ela, embora populares, podem não ser eficazes para eliminar as larvas e ovos em ralos ou vasos sanitários pouco utilizados. “Esses produtos são voláteis e perdem o efeito rapidamente. Isso pode gerar uma falsa sensação de segurança e levar as pessoas a acreditarem que o problema está resolvido quando não está”, ressalta.
A forma correta de eliminar ovos e larvas do Aedes aegypti é um ponto crítico nas campanhas de prevenção. Ao garantir que as larvas sejam descartadas em locais onde não há possibilidade de contato com água, e que os ovos sejam destruídos por esfregação, reduz-se significativamente a possibilidade de novos focos do mosquito.
Portanto, além de identificar potenciais criadouros, é essencial reforçar a orientação sobre o descarte correto para uma prevenção eficaz da dengue.
Fonte: Da Redação
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